terça-feira, 30 de dezembro de 2008

NO BRASIL ETANOL VENDE MAIS QUE CASOLINA

As vendas de álcool superaram definitivamente as de gasolina no País. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), as distribuidoras venderam 15,815 bilhões de litros de etanol de janeiro a outubro de 2008 - cerca de 300 milhões de litros a mais do que as vendas de gasolina pura (sem considerar os 25% de álcool anidro misturados ao combustível antes de chegar aos postos).A tendência deve ter se mantido nos dois últimos meses do ano, em razão dos baixos preços do álcool mesmo na entressafra. O crescimento das vendas de etanol vem sendo sentido pelas distribuidoras desde o início do ano, mas só em outubro o combustível ultrapassou seu principal concorrente na média anual de vendas. O consumo de gasolina A (sem álcool) foi de 15,506 bilhões de litros de janeiro a outubro de 2008.

domingo, 14 de dezembro de 2008

ETANOL DE MANDIOCA

O Brasil já é mundialmente conhecido pela produção de etanol a partir da cana-de-açúcar. Agora, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estudam uma nova fonte de produção de álcool combustível: a mandioca açucarada.

A mandioca açucarada pode substituir a cana-de-açúcar na produção do etanol.

A idéia é oferecer uma opção à cana, onde ela não pode ser cultivada, como em áreas da Amazônia e também onde o solo não favorece a plantação de cana-de-açúcar, a mandioca pode ser cultivada , onde o clima e o solo são favoráveis. A mandioca pode apresentar, inclusive, uma vantagem em relação à cana. Isso porque a mandioca possui açúcar em forma de glicose. Já o da cana é em forma de sacarose. “O processo de fermentação da cana-de-açúcar é um pouco mais demorado.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

PRODUÇÃO DE ETANOL BRASILEIRO PRECISA DE MAIS SEIS MILHÕES DE HECTARES AGRICULTÁVEIS

O Brasil para atender às demandas interna e externa de etanol em 2017, precisará incorporar mais seis milhões de hectares de áreas agricultáveis, para atingir os 64 bilhões de litros de etanol.
O Brasil possui 850 milhões de hectares, dos quais a aprodução de etanol ocupa hoje uma área de 3,5 milhões de hectares , utilizado para a produção de cana-de-açúcar.
A constatação é do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

ETANOL BRASILEIRO PATROCINADOR OFICIAL DA FÓRMULA INDY

O Governo brasileiro assinou um contrato de patrocínio com a Indy Racing League para abastecer com etanol os carros do campeonato mundial da categoria a partir de 2009
O presidente da Agência Brasileira de Promoção das Exportações (Apex), Alessandro Teixeira, e o chefe da Indy Racing League, Terry Angstadt, assinaram o convênio para o abastecimento dos veículos nas 18 provas da temporada 2009.
Além do papel do etanol brasileiro como patrocinador oficial da Fórmula Indy, o acordo estabelece uma série de eventos paralelos de promoção do álcool combustível do país sul-americano nas provas que serão disputadas em Canadá e Japão.
A Fórmula Indy consome 120 mil galões de combustível (454 mil litros) durante toda a temporada.
O acordo foi assinado durante a Primeira Exposição Internacional de Biocombustíveis realizada no Brasil.

O MUNDO VAI SE CURVAR AOS BIOCOMBUATÍVEIS

Ao fazer um balanço da 1ª Conferência Internacional de Biocombustíveis, realizada em São Paulo na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o mundo irá “se curvar” ao biocombustível e que isso seria apenas uma questão de tempo. Para ele, o encontro teve “êxito total e extraordinário” com a participação de cerca de 100 delegações, quase a metade representada por ministros.
Segundo Lula, há uma “quase unanimidade” de que o mundo precisa apostar em uma nova matriz energética. “Sabemos que o mundo precisa produzir mais biocombustível, que é preciso diminuir a emissão de gases de efeito estufa.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

CONFERÊNCIA NO BRASIL DISCUTE FUTURO DOS BIOCOMBUSTÍVEIS

Começou ontem (17/11/08) em São Paulo a 1ª Conferência Internacional de Biocombustíveis, organizada pelo Brasil. O encontro, que reúne chefes de Estado, autoridades públicas, comunidade científica e acadêmica, representantes da sociedade civil e de organizações não-governamentais.
O tema central dos debates é Biocombustíveis. A questão dos biocombustíveis continua gerando um interesse muito grande em todo o mundo. São mais ou menos 92 países participantes, 38 ministros e um total de 407 delegados participantes da 1ª Conferência Internacional sobre Biocombustíveis no Brasil. Até quarta-feira (19) outros temas serão discutidos, como segurança energética, produção e uso sustentáveis, agricultura, processamento industrial, comércio internacional, mudança do clima e futuro dos biocombustíveis.
O destaque brasileiro para essa Conferência é a tecnologia que permite que os veículos utilizem tanto gasolina quanto álcool.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

VENDAS DE ETANOL CRESCEM 15% EM OUTUBRO

A demanda por etanol no mercado interno continuou aquecida no mês passado, com vendas de 1,83 bilhão de litros em outubro, 15% acima do total para o mesmo mês do ano anterior, informou hoje a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).
Quanto às exportações, o mercado dos Estados Unidos continua sendo o principal importador de etanol brasileiro. No acumulado da safra, as saídas de etanol para o mercado externo atingiram 3,4 bilhões de litros até o fim de outubro, contra 2 bilhões no mesmo período da safra anterior.

NORTE-AMERICANA ADM FECHA ACORDO COM GRUPO CABRERA PARA PRODUÇÃO DE ETANOL NO BRASIL

A Archer Daniels Midland (ADM), uma das maiores empresas de alimentos e de etanol dos EUA, fechou um acordo com grupo paulista Cabrera para a produção de etanol a partir de cana-de-açúcar no Brasil. Juntas, as duas empresas pretendem investir US$ 500 milhões nos próximos sete anos para a construção de duas usinas.
A primeira usina será construída no município de Limeira do Oeste, em Minas Gerais, com início das atividades previsto já para junho de 2009. A outra ficará em Goiás, na cidade de Jataí, operando a partir de 2010.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

OBAMA DEVE FACILITAR VENDAS DE ETANOL BRASILEIRO AOS ESTADOS UNIDOS


Até aqui tem havido certa dificuldade na exportação do etanol brasileiro para os Estados Unidos. Esperamos que a eleição do senador democrata Barack Obama para a Presidência dos Estados Unidos facilite os acordos de comercialização do etanol com aquele país, já que no governo de George W. Bush as negociações tem sido difíceis.
Com relação ao Brasil, Obama já elogiou o país pelo uso de etanol e disse que o país é um modelo a ser seguido pelos americanos na área energética.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

ANP DIZ QUE VENDA DE ETANOL NO PAÍS JÁ É MAIOR QUE A DE GASOLINA

As vendas de etanol continuam crescendo no Brasil e já superam as de gasolina no acumulado do ano até o fim de setembro. Balanço das vendas de combustíveis no País referente ao período, divulgado hoje pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), aponta que no acumulado do ano até setembro, a diferença entre as vendas de álcool e de gasolina no País já atinge 1,6%, com vantagem para o combustível derivado da cana-de-açúcar.
Segundo a ANP, foram comercializados nos primeiros nove meses de 2008 14,053 bilhões de litros de álcool ante 10,834 bilhões entre janeiro e setembro de 2007, o que representa um aumento de 29,7%. No mesmo período, as vendas de gasolina - descontado o volume de 25% do álcool anidro adicionado - atingiram 13,831 bilhões de litros, volume praticamente equivalente aos 13,435 bilhões de litros no mesmo período no ano passado.
Ainda de acordo com os dados da ANP, a diferença nas vendas dos dois combustíveis, que dava uma vantagem para o álcool (anidro e hidratado) de 4% sobre a gasolina em agosto, aumentou para 6% no mês de setembro. Sobre setembro de 2007, as vendas de gasolina tiveram uma ligeira queda, de 0,06%, enquanto a comercialização do álcool aumentou 27%.
Do total das vendas de álcool, a maior concentração continua sendo o Estado de São Paulo, com 663,375 milhões de litros comercializados no mês de setembro, quase a metade do total no País.
Nas vendas de diesel, o combustível mais comercializado do País, o crescimento foi de 9,2% no acumulado do ano até setembro, passando de 30,621 bilhões de litros em igual período de 2007 para 33,464 bilhões de litros entre janeiro e setembro deste ano.
Considerando todos os combustíveis, os dados da ANP apontam para uma venda de 78,498 bilhões de litros entre janeiro e setembro de 2008, sobre 71,62 bilhões de litros no mesmo período em 2007, equivalente a um crescimento de 9,6%.


FONTE: Agência Estado

sábado, 1 de novembro de 2008

DE 17 AO 21 NOVEMBRO SERÁ REALIZADA A CONFERÊNCIA SOBRE BIOCOMBUSTÍVEIS NO BRASIL

40 países já confirmaram o envio de delegações para a Conferência Internacional sobre Biocombustíveis de 17 ao 21 de novembro no Brasil na cidade de São Paulo.
A reunião foi uma iniciativa do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, para "se desmistificar" a crença que o etanol era "o carrasco do mundo.
Os participantes discutirão assuntos como biocombustíveis e segurança energética, o papel deste combustível como elemento sustentável e inovador e sua relação com a mudança climática, entre outros.
Entre 17 e 19 de novembro, se realizarão as discussões técnicas, enquanto nos dois últimos dias os chefes de delegação presentes elaborarão o documento que será entregue a seus respectivos Governos.
André Amado, que será o secretário-geral da Conferência, ressaltou que "os biocombustíveis são a fonte alternativa de energia 'mais limpa' do mundo" e que por essa razão "devemos discutir o etanol como uma nova alavanca para o desenvolvimento".
Acrescentou que o etanol "é a matriz energética mais barata que existe" e por isso seria uma alternativa para muitos países pobres.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

GOVERNO BRASILEIRO PENSA ENTRAR COM UM CONTENCIOSO CONTRA AS TARIFAS DE IMPORTAÇÃO DE ETANOL COBRADA PELOS EUA

O governo brasileiro está preparado para entrar com um contencioso na Organização Mundial de Comércio contra as tarifas de importação cobradas pelos Estados Unidos, de acordo com o embaixador Roberto Azevedo, representante permanente do Brasil junto à OMC. "O processo é viável e legítimo. Porém, a decisão de abrir um contencioso não cabe ao governo brasileiro, mas ao setor sucroalcooleiro".
O setor sucroalcooleiro do Brasil ainda analisa a possibilidade de iniciar um contencioso na OMC contra a tarifa de importação de etanol cobrada pelos Estados Unidos, de US$ 0,54 por galão.

Segundo Azevedo, o Brasil tem chances de ganhar a disputa, mas isto não significa que os Estados Unidos não possam usar outros mecanismos para continuar a impedir a importação direta do produto brasileiro.
Dificilmente haverá uma redução total do imposto norte-americano. "Talvez os Estados Unidos aceitem uma redução na tarifa porque, se houver uma redução total do imposto, os EUA terão que criar cotas de importação para que volumes expressivos de etanol não sejam importados".



FONTE: Estadão

domingo, 26 de outubro de 2008

CHINA NEGOCIA IMPORTAÇÃO DE ETANOL BRASILEIRO

- A União da Indústria de Cana de Açúcar e produtores de etanol brasileiros começaram movimentos preliminares para entrar no potencialmente grande mercado chinês de biocombustíveis, mas várias questões precisam ser resolvidas antes que projetos conjuntos possam ter início, afirmou hoje o presidente da Unica, Marcos Jank, que está em visita à China. "Estamos aqui na China para iniciar as discussões. Isso não ocorrerá em uma semana, isso pode acontecer em um ano", disse ele. Segundo ele, os problemas que precisam ser superados incluem as pesadas tarifas de importação da China e o fato de que a mistura de etanol e a distribuição no país são controladas por um grupo muito pequeno de empresas.
A China começou a introduzir uma mistura de 10% de etanol à gasolina em algumas partes do país. Mas a introdução da mistura em todo o país exigiria mais etanol do que a produção atual de 2 milhões de toneladas por ano.
Como a maior parte do etanol na China é produzida a partir de milho, uma decisão do governo para interromper a produção de etanol a partir de lavouras que servem para alimentação significa que o país precisa encontrar alternativas, e o Brasil pode oferecê-las, segundo Jank. O Brasil é o maior produtor mundial de cana e de etanol de cana.
Além de exportar etanol de cana do Brasil para a China, também há oportunidade para o desenvolvimento de projetos conjuntos entre empresas de petróleo chinesas e grupos brasileiros para a produção de cana no Brasil ou em outros países, para então embarcar etanol para a China.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

DECRETO REDUZ ALÍQUOTAS DE PIS, PASEP E CONFINS PARA IMPORTÃÇÃO DE BIODIESEL

O DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO do dia (22/10) traz a redução das alíquotas do PIS, Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para a importação e comercialização de biodiesel.
De acordo com o Decreto n.º 6.606, o coeficiente fica em 0,7357. Com isso as alíquotas do PIS, Pasep e da Cofins incidentes sobre a importação e receita bruta obtida com a venda de biodiesel no mercado interno ficam reduzidas, respectivamente, para R$ 31,75 e R$ 146,20.



FONTE: Agência Brasil

domingo, 19 de outubro de 2008

McCAIN PROMETE ELIMINAR TARIFA PARA ETANOL BRASILEIRO

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, disse na quarta-feira (15/10) que se eleito eliminará a tarifa de importação do etanol feito a partir da cana-de-açúcar e que cortará uma série de subsídios ao etanol norte-americano, feito a partir do milho.
"Eu eliminaria a tarifa de importação de etanol feito de cana-de-açúcar do Brasil", disse McCain no debate contra o rival Barack Obama.
McCain afirmou ainda que, diferentemente de Obama, ele se opõe aos subsídios ao etanol produzido no país porque eles provocam distorções no mercado e podem levar à inflação.
McCain acrescentou que o fim do subsídio à produção do etanol dos EUA traria como resultado "bilhões de dólares" em economia para os contribuintes americanos.
O presidente George W. Bush também se opõe à tarifa de 54 centavos por galão de etanol importado que o Congresso estendeu até 2010. A tarifa limitou as importações norte-americanas do etanol originário de países com amplos programas de biocombustíveis, como o Brasil, que produz 27,5 bilhões de litros anuais de etanol.

EMPRESAS JUNTAM-SE PARA DESENVOLVER ETANOL DE CELULOSE

Oito empresas brasileiras, incluindo grupos como Votorantim, Copersucar e Bunge, devem assinar na próxima semana contrato para criação de uma empresa de propósito específico (EPE) que atuará em pesquisas para o desenvolvimento de etanol de celulose. A informação é do diretor titular do Departamento de Agronegócio da Fiesp, Benedito da Silva Ferreira. A Fiesp atua como facilitadora na constituição da nova empresa, que contará também com a participação da Embrapa. "Será uma empresa privada, com a possibilidade, até mesmo, de lançar ações no mercado. afirmou Ferreira.

BRASIL VAI PRODUZIR DIESEL DE CANA - DE - AÇÚCAR

O mesmo caldo de cana que serve como matéria-prima para a produção de açúcar e álcool servirá em breve, também, para a produção de diesel. A nova tecnologia, desenvolvida pela empresa Amyris, da Califórnia, vai ser colocada em prática no interior paulista em 2010, em sociedade com a Votorantim Novos Negócios e a Usina Santa Elisa, de Sertãozinho. A meta é produzir 400 milhões de litros no primeiro ano e 1 bilhão de litros, em 2012.
O processo é muito parecido com o da produção de álcool combustível, que utiliza leveduras - um tipo de fungo microscópico - para fermentar os açúcares presentes na cana e secretar etanol. A diferença está no DNA da levedura, que foi geneticamente modificada para secretar diesel no lugar de álcool.
"Não é biodiesel. É diesel mesmo?, diz o biólogo Fernando Reinach, diretor-executivo da Votorantim Novos Negócios (VNN).
O diesel de cana-de-açúcar - além de ser livre de enxofre, o que reduz o impacto sobre a poluição urbana - é renovável em relação ao carbono que emite para a atmosfera, o que reduz o impacto sobre o aquecimento global. A exemplo do que já ocorre com o etanol, o gás carbônico que sai do escapamento é reabsorvido, via fotossíntese, pela nova cana que está brotando no campo. Quando a cana é colhida, o carbono é convertido novamente em combustível, reemitido, reabsorvido e assim por diante. ( As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

ESPECIALISTAS BRASILEIROS NO SETOR DOS BIOCOMBUSTÍVEIS AFIRMARAM QUE A CRISE FINANCEIRA GLOBAL NÃO AFETARÁ A PRODUÇÃO DOS BIOCOMBUSTÍVEIS

Para os especialistas no setor dos biocombustíveis, os efeitos da crise financeira serão mínimos no setor, não haverá nenhuma crise especifíca dos biocombustíveis, o máximo que pode acontecer é a falta de crédito e de financiamento.
Segundo Manoel Vicente Fernandes Bertone, secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a crise ajuda o setor a se renovar. "De certa forma, estamos tendo que pensar em novas posturas e alternativas, mas não há nenhum impacto imediato. Para Bertone, o etanol brasileiro continua apresentando competividade no mercado interno. "O preço está bom, comparado com a gasolina.

domingo, 12 de outubro de 2008

PETROBRAS E EMPRESA PORTUGUESA SE UNEM PARA PRODUZIR BIOCOMBUSTÍVEIS

A Petrobras e a portuquesa Galp Energia SGPS assinaram no dia (10/10), em Lisboa, um acordo de investimento para a formação de uma (empresa) a fim de desenvolver projetos conjuntos destinados à produção e comercialização de biocombustíveis.
Segundo nota divulgada pela estatal brasileira o acordo é resultado do desdobramento do Memorando de Entendimentos, assinado em 18 de maio do ano passado entre as duas empresas, para estudar a viabilidade de implementação conjunta de projetos para a produção, comercialização e distribuição de biodiesel nos mercados brasileiro, português e internacional.
Denominado simbolicamente como Projeto Belém, o convênio prevê a produção de 600 mil toneladas por ano de óleo vegetal no Brasil, destinado à produção de 500 mil toneladas por ano de biodiesel de 2ª Geração (Biodiesel 2G).



FONTE: Agência Brasil

terça-feira, 7 de outubro de 2008

FAO DEFENDE REVISÃO DOS SUBSÍDIOS AOS BIOCOMBUSTÍVEIS

A produção de biocombustíveis de produtos agrícolas, entre eles a cana-de-açúcar e o milho, mais que triplicou entre 2000 e 2007 e já responde por quase 2% do consumo mundial de combustíveis para o transporte.
“A demanda por suprimentos agrícolas para biocombustíveis líquidos [principalmente etanol e biodiesel] vai continuar crescendo na próxima década, aumentando a pressão sobre os preços dos alimentos. Os altos preços das commodities já tiveram impacto negativo nos países em desenvolvimento, que são muito dependentes das importações para suprir suas necessidades alimentares”.
Diante dos riscos da competição as políticas de estímulo e os subsídios aos biocombustíveis devem ser revistos urgentemente pelos países para preservar a segurança alimentar, proteger os pequenos agricultores da especulação dos mercado mundial de commodities e garantir sustentabilidade ambiental.
Só etanol brasileiro é citado pela FAO como uma exceção, em contraponto direto ao etanol norte-americano, à base de milho. “O etanol de cana brasileiro surge como um correspondente competitivo aos combustíveis fósseis, sem necessidade de subsídios.”

sábado, 4 de outubro de 2008

PETROBRAS ENTREGA PRIMEIRA PRODUÇÃO DE BIODIESEL

A Petrobras Biocombustível entregou no dia (03/10) a sua primeira produção comercial de biodiesel. O carregamento, com 44,78 mil litros de biodiesel, saiu da Usina de Candeias, na Bahia, a primeira de propriedade da estatal que foi construída no país.
A entrega faz parte da produção vendida nos leilões de biodiesel da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Ao todo, foram vendidos 8 milhões de litros de biodiesel.
A Usina de Candeias tem capacidade para produzir 57 milhões de litros de biodiesel por ano.
A Petrobras Biocombustível também conta com outra usina de biodiesel no município de Quixadá, no Ceará, e uma terceira usina, em Montes Claros (MG), que está em fase final de montagem.
A capacidade total de produção das três usinas será de 170 milhões de litros por ano.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O PRESIDENTE AMERICANO GEORGE W. BUSH VEM AO BRASIL PARA PARTICIPAR DA CONFERÊNCIA SOBRE BIOCOMBUSTÍVEIS

Em novembro, o presidente americano, George W. Bush, fará sua última visita ao Brasil, para participar da conferência mundial sobre biocombustíveis convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bush faz questão de aproveitar o evento para chamar atenção à aliança firmada entre Brasil e EUA, na promoção do etanol combustível.
A conferência deve reunir ministros de dezenas de países para discutir vantagens e desvantagens do uso do etanol e suas conseqüências para a produção de alimentos.
A conferência sobre biocombustíveis é a resposta de Lula às críticas internacionais contra o etanol. Ele espera tirar, do encontro, um consenso global em favor do desenvolvimento de tecnologias sustentáveis para o uso do etanol de cana-de-açúcar como combustível.



quarta-feira, 1 de outubro de 2008

MUDANÇAS NA TRIBUTAÇÃO DO ÁLCOOL NÃO AFETAM CONSUMIDOR

As mudanças na tributação do álcool combustível, que entrou em vigor hoje dia 1º de outubro, não terão reflexo sobre o preço cobrado na bomba, assegurou o coordenador de Contribuições Sociais da Receita Federal, João Hamilton Rech, ao detalhar a nova legislação que altera a cobrança e o recolhimento do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o produto
Atualmente, tanto produtores como distribuidores pagam à Receita uma fatia sobre o que faturam com o combustível. Esse sistema, na prática, faz com que os tributos sejam cobrados diversas vezes ao longo da cadeia produtiva porque os insumos, como a cana-de-açúcar usada na usina, também paga imposto quando o álcool é distribuído.
Com o novo sistema, os distribuidores poderão deduzir o PIS/Cofins cobrados anteriormente sobre as matérias-primas. Os tributos incidirão apenas sobre o valor adicionado ao combustível na produção e na distribuição.
De acordo com a lei que mudou o regime, 60% da carga tributária ficaria com os distribuidores e 40%, com os usineiros e importadores. “A regulamentação da Receita procurou garantir essa proporção”, afirmou o coordenador.



FONTE: Agência Brasil

domingo, 28 de setembro de 2008

GOVERNO BRASILEIRO QUER SUBSTITUIÇÃO DE GASOLINA POR ÁLCOOL

O Plano de Mudança Climática do governo brasileiro prevê a substituição gradativa do uso da gasolina pelo álcool na frota de carros brasileiros, com crescimento de 11% ao ano na produção do etanol. O plano estima que a produção brasileira de álcool passará de 25,6 bilhões de litros neste ano para 53,2 bilhões de litros em 2017.
O governo continuará a aumentar a participação dos biocombustíveis na matriz de transportes brasileiro. Segundo o plano, a substituição da gasolina pelo etanol reduzirá o lançamento de aproximadamente 508 milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera até 2017.
Já a troca de diesel por biodiesel evitará a emissão de 62 milhões de toneladas do mesmo gás nesse período.
Já a produção de biodiesel deve subir de 10,5 bilhões de litros para 14,3 bilhões de litros até 2017.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

ETANOL VAI CRIAR 12 MILHÕES DE EMPREGOS ATÉ 2030

O etanol deve criar 12 milhões de empregos no mundo até 2030, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). A entidade prevê uma consolidação do etanol no Brasil nos próximos anos. Os dados fazem parte de um relatório sobre o impacto das novas tecnologias ambientais para o emprego divulgado ontem (24/09) pela OIT. Energias renováveis, entre elas o etanol, vão gerar 20 milhões de empregos até 2030 no mundo.
O Brasil é o país com o maior número de trabalhadores no setor do etanol. Segundo a OIT, são 500 mil pessoas que dependem diretamente do produto. Nos Estados Unidos, são 312 mil e na China, 266 mil. Na Alemanha, o biodiesel gera 95 mil empregos e 10 mil na Espanha. Em 20 anos, o número de pessoas empregadas no setor será multiplicada por dez e o Brasil continuará sendo um dos líderes. A OIT quer garantir que os novos empregos respeitem direitos trabalhistas. Uma das preocupações é o uso de trabalho semi-escravo nos canaviais.



FONTE: Estadão

A CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL NÃO DEVE AFETAR O CRESCIMENTO DA PRODUÇÃO DE ETANOL NO BRASIL

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, não acredita que a crise financeira internacional vá afetar o crescimento da produção de etanol no Brasil. Para ele, grande parte dos investimentos previstos até 2017 já está em construção, além do que o produto deverá continuar sendo atrativo para os investidores.
Não acredito em escassez (de álcool). A perspectiva de demanda é muito forte, já que o etanol continuará atrativo para o consumidor. Não acho que a crise internacional vá alterar essa expectativa de expansão", ressalta Tolmasquim.

BRASIL DEVE INVESTIR MAIS DE US$ 20 BILHÕES PARA SUSTENTAR DEMANDA DO ETANOL

A demanda brasileira por etanol deve subir 150% nos próximos dez anos, saltando dos 25,6 bilhões de litros estimados para este ano para 63,9 bilhões de litros em 2017, de acordo com dados divulgados no dia (24/09) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Para fazer frente a esse crescimento são esperados investimentos entre US$ 20 bilhões e US$ 25 bilhões, para construção de 246 novas usinas produtoras no período.
Segundo o estudo apresentado hoje, a demanda será concentrada no abastecimento de veículos, que deve demandar 53,2 bilhões de litros de álcool (anidro e hidratado) em 2017, contra 20,3 bilhões de litros projetados para este ano. Outros 8,3 bilhões de litros serão exportados em 2017, contra vendas externas de 4,2 bilhões de litros em 2008, enquanto 2,4 bilhões de litros serão destinados a outros usos - principalmente industrial -, contra 1,1 bilhão de litros este ano.
O presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, ressalta que a demanda por álcool combustível crescerá ainda mais rápido que a média prevista para o mercado. A alta esperada é de 165%, puxada pelo sucesso dos automóveis flex fuel no país.
Atualmente, os veículos de passeio flex fuel novos representam 93,5% do total de carros de passeio zero quilômetro que são vendidos no país. A EPE acredita que esse patamar será mantido até 2017.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

LULA DEFENDE OS BIOCOMBUSTÍVEIS NA ONU

Em seu discurso hoje (23/09) na abertura da 63ª Sessão da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender os biocombustíveis e criticou a tentativa de associar a alta dos alimentos à produção dos biocombustíveis. Ele disse “A experiência brasileira comprova que o etanol de cana-de-açúcar e a produção de biodiesel diminuem a dependência de combustíveis fósseis, criam empregos, regeneram terras deterioradas e são plenamente compatíveis com a expansão da produção de alimentos.''

O presidente ressaltou os biocombustíveis não são os culpados pela crise dos alimentos, e podem ser uma oportunidade para os países em desenvolvimento.

A produção de biocombustíveis já foi defendida por Lula no ano passado na sede da ONU.

GOVERNO BRASILEIRO REDUZ ALÍQUOTA DO PIS/PASEP E DA COFINS NA VENDA DE ÁLCOOL

O governo brasileiro publicou decreto que fixa alíquotas menores para o Programa de Integração Social (PIS/Pasep) e a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que incidem na venda de álcool.
De acordo com o Decreto 6.573, publicado no dia (22/09) no Diário Oficial da União, a alíquota do PIS/Pasep será de R$ 8,57 e a da Cofins, R$ 39,43 por metro cúbico de álcool vendido por produtor ou importador. Para a venda feita por distribuidor, os valores incidentes serão de R$ 21,43 e R$ 98,57, respectivamente.
No caso de álcool anidro para adicionar à gasolina, os créditos do PIS/Pasep e da Cofins serão de R$ 3,21 e R$ 14,79 por metro cúbico do combustível para venda feita por produtor ou importador. Para distribuidor, serão de R$ 16,07 e R$ 73,93.
Os valores começam a vigorar a partir do dia 1º de outubro.
O decreto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Guido Mantega.



FONTE: Agência Brasil

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

BIOCOMBUSTÍVEIS DE SEGUNDA GERAÇÃO ENTRA EM PRODUÇÃO ATÉ 2015

O diretor Industrial da Petrobras Biocombustíveis, Ricardo Castello Branco, informou em palestra no Rio Oil & Gás, que os biocombustíveis de segunda geração devem entrar em produção comercial até 2015.
Ele disse que para que esse prazo seja cumprido, a Petrobras Biocombustível vai dar prioridade às pesquisas, em parceria com o centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), principalmente no desenvolvimento do etanol de lignocelulose, que utiliza resíduos como o bagaço de cana-de-açúcar.
"Esse processo permitirá aumentar em 60% a produção na mesma área plantada. Esses biocombustíveis exigem alta complexidade tecnológica, com a vantagem de utilizar rejeitos como matéria-prima", disse o diretor.
Castello Branco salientou que além dos desafios tecnológicos, a empresa tem como meta reduzir a dependência da soja para a produção de biodiesel, desenvolvendo novas fontes de matérias-primas e construindo parcerias empresariais na produção de etanol.




FONTE: Agência Brsil

PETROBRAS QUER ENTRAR NO MERCADO NORTE-AMERICANO DE ETANOL

O presidente da Petrobras Biocombustíveis, Alan Kardec, afirmou hoje (17/09), na Rio Oil & Gas, que a estatal brasileira poderá se associar a uma empresa norte-americana para produzir álcool e, desta forma, ter facilidade de acesso ao mercado daquele país, hoje altamente subsidiado.
Alan Kardec, não quis adiantar o nome da companhia petrolífera com a qual a estatal vem negociando.
A Petrobras Biocombustível tem como meta ser líder na produção nacional de biodiesel e atingir, em 2012, a produção de 938 milhões de litros de biodiesel.



FONTE: Agência Brasil

SHELL ANUNCIA 6 ACORDOS PARA PESQUISAS COM BIOCOMBUSTÍVEIS

A Shell anunciou nesta quarta-feira,(17/09) durante a conferência Rio Oil & Gas, que fechou seis novos acordos com institutos de pesquisa em vários países para avançar nos estudos sobre biocombustíveis de nova geração.
Entre as instituições escolhidas pela petroleira anglo-holandesa está a brasileira Unicamp, disse Graem Sweeney, vice-presidente-executivo da empresa e responsável pela área de inovação.
"Precisamos fazer parcerias no mundo todo para ganhar mais experiência nos nossos projetos", afirmou Sweeney durante palestra na conferência, que reúne centenas de representantes do setor de petróleo e também de biocombustíveis.
Além da Unicamp, foram fechados acordos com o norte-americano MIT (Massachusetts Institute of Technology), duas instituições de pesquisa chinesas e outras duas no Reino Unido, entre elas a Universidade de Manchester.
Em 2007, a Shell decidiu quadruplicar os investimentos na área de biocombustíveis.
Até a primeira metade da década, a Shell havia investido cerca de 1 bilhão de dólares em energia renovável, mas com foco principal em fontes eólica e solar.
"Precisamos de inovação para reduzir os custos e ganharmos escala", afirmou Sweeney.
Em um período de cinco a dez anos, a Shell espera obter resultados com os chamados biocombustíveis de segunda geração, que não utilizarão alimentos como principais matérias-primas, ao contrário da maioria dos combustíveis renováveis de hoje.
O foco é gerar combustível limpo com restos vegetais.

(Reportagem de Roberto Samora)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

CIENTISTAS MODIFICAM BACTÉRIA PARA FAZER ETANOL A PARTIR DE QUALQUER PLANTA

Cientistas americanos continuam na corrida para desenvolver uma forma de produzir etanol que seja competitiva. Sua última criação é uma bactéria, capaz de comer celulose e excretar etanol, com alta produtividade.
O microrganismo é uma versão "adaptada" da bactéria Thermoanaerobacterium saccharolyticum. Trata-se de uma criatura termofílica (ou seja, que gosta de altas temperaturas) e anaeróbica (ou seja, que não usa oxigênio). Os cientistas, liderados por Joe Shaw e Lee Lynd, do Dartmouth College, nos EUA, modificaram geneticamente o bichinho (rebatizado de ALK2) para que ele produzisse mais e melhor o etanol. Deu certo: além do alto rendimento, acabou que o etanol foi praticamente o único produto gerado pela bactéria.
Os resultados foram publicados na última edição da "PNAS", revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, e trazem novo alento à busca dos americanos de uma forma mais eficiente de produzir etanol. Hoje, a única forma viável nos EUA é com a fermentação de milho. Ocorre que o rendimento é baixo, e o desvio da produção de milho para a geração de combustível agrava a crise dos alimentos. Naquele país, a forma mais eficiente de produzir etanol, a partir da cana-de-açúcar, é inviável -- o clima não é propício a essa cultura. Daí a expectativa de obter um meio de produção que consiga lidar com a celulose diretamente. Trata-se de um açucar complexo que as plantas usam para fortalecer sua estrutura. Caso uma bactéria possa processá-la, praticamente qualquer tipo de planta poderia ser usado para produzir etanol. Ainda assim, os cientistas alertam que pode levar anos até que o organismo possa ser aplicado com sucesso na produção de etanol em larga escala a partir de celulose. "Independentemente das capacidades notáveis da linhagem ALK2, mais trabalho precisa ser feito antes que o organismo seja utilizável para aplicação industrial", escreveram os cientistas.


FONTE: G1

domingo, 14 de setembro de 2008

DINAMARCA TEM INTERESSE NO ETANOL BRASILEIRO

A ministra de Clima e Energia da Dinamarca, Connie Hedegaard elogiou o etanol do Brasil e revelou que empresas dinamarquesas e brasileiras estão desenvolvendo etanol de segunda geração, a partir do bagaço da cana, mais eficiente e ainda menos poluente. Segundo ela, a demanda da União Européia por este combustível vai aumentar nos próximos anos.



FONTE: Jornal Nacional

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

CONSUMO DE ETANOL NO BRASIL DEVE CRESCER MAIS DE 50% ATÉ 2011

Um estudo divulgado hoje (04/09/08) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o consumo de etanol no BRASIL aumente 50,46% até 2011, em relação ao ano passado. De acordo com o levantamento intitulado O etanol como um novo combustível universal, a demanda interna de álcool deve saltar dos 16,47 bilhões de litros consumidos em 2007 para 24,7 bilhões de litros em 2011.
Grande parte do etanol deve ser utilizada como combustível da frota brasileira de veículos flex. Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgados também hoje, apontam que os automóveis bicombustíveis já representam 88% do total de automóveis vendidos em agosto. Segundo a Anfavea, desde março já foram comercializados 6,2 milhões de carros flex no país.
O estudo da Conab estima também que as exportações de etanol cresçam ainda mais nos próximos quatro anos: 72,85%. No ano passado, foram exportados 3,53 bilhões de litros. Em 2011, o volume de etanol enviado ao exterior deve chegar a 6,10 bilhões de litros.
Projeções para a safra 2008 feitas pela Conab registram que a produção de etanol deve consumir a maior parcela da do total da cana-de-açúcar colhida no país. Segundo a companhia, dos 710,28 milhões de toneladas de cana que serão colhidas neste ano, 317,82 milhões de toneladas serão destinadas à produção de álcool, ou seja, 44,74%.
Essa quantidade é 17,29% maior do que a utilizada no ano passado. Desse total, 63,76% servirá para a produção de álcool hidratado, que é vendido nos postos como combustível, e o restante, para a produção de álcool anidro, que pode ser misturado à gasolina.



FONTE: Agência Brasil

terça-feira, 2 de setembro de 2008

BRASIL CAPACITA ESTRANGEIROS PARA PRODUZIR E USAR ETANOL

O Ministério da Agricultura promove até sexta-feira (05-09), no Centro de Ciências Agrárias, da Universidade Federal de São Carlos, em Araras (SP), a “1ª Semana do Etanol: compartilhando a experiência brasileira.
O objetivo do evento é capacitar 70 representantes e lideranças de países como Angola, Moçambique, Senegal, Índia, México, Paraguai, Colômbia e Honduras, na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar. O projeto é realizado para cumprir os acordos de cooperação técnica assinados pelo governo brasileiro e diversos países.
O curso, com tradução simultânea para o espanhol e francês, tratará de assuntos como o cenário do etanol no contexto da energia mundial e brasileira, o potencial energético da cana-de-açúcar, a importância e as características do setor sucroalcooleiro no Brasil, a cadeia produtiva do etanol, distribuição e comercialização do etanol: transporte, estocagem, abastecimento e exportação.





FONTE: Agência Brasil

A AGÊNCIA NACIONAL DE PETRÓLEO (ANP) DIZ QUE ETANOL É MAIS COMPETITIVO QUE A GASOLINA

Os preços do ETANOL nos postos do país continuam competitivos em relação à gasolina em 14 estados brasileiros, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Os estados em que os preços do combustível renovável estão mais competitivos para o consumidor são: Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Tocantins e Mato Grosso do Sul. Nestes estados, a relação entre os preços médios do etanol nos postos em relação à gasolina varia entre 46,5% e 63%. Até uma proporção de 70%, os preços do etanol são mais competitivos que os da gasolina, de acordo com o mercado.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A PRODUÇÃO DE ETANOL SUBIRÁ 80% EM SEIS ANOS

A capacidade de produção de etanol subirá 80% nos próximos seis anos, segundo documento divulgado pelo Palácio do Planalto no dia (28 de agosto)
Em 2008/2009, a produção, ainda segundo o governo, atingirá a marca de 26,5 bilhões de litros, volume que saltará para 30,7 bilhões em 2009/2010, para 35 bilhões de litros em 2010/2011, para 38,5 bilhões em 2011/2012, para 42 bilhões de litros em 2012/2013, para 46 bilhões de litros em 2013/2014 e, finalmente, para 49 bilhões em 2014/2015.

EMPRESA COREANA INVESTE NA PRODUÇÃO DE ETANOL NA BAHIA

A empresa coreana Celltrion informou que vai investir R$ 540 milhões em uma usina de etanol no município de Barra, na Bahia.
O protocolo de intenções entre a companhia e o governo do Estado já foi assinado ( no dia 26 de agosto) e prevê a geração de 2 mil empregos na região.
O projeto da Celltrion é produzir 1,3 bilhão de litros de etanol. A usina deverá entrar em operação em 2011.

BRASIL E EUA VÃO MANTER LIDERANÇA NA PRODUÇÃO DE ETANOL

Brasil e os EUA continuarão a liderar a produção mundial de etanol em 2015, de acordo com um estudo sobre o setor de autoria do economista Fábio Silveira.
Os EUA deverão ocupar a liderança, produzindo 56 bilhões de litros anuais do combustível, seguidos pelos 50 bilhões de litros do Brasil. A expansão americana seria sustentada essencialmente por incentivos fiscais, uma vez que seu custo de produção seria “pouco competitivo”.
Já a produção brasileira seria aumentada em decorrência de vantagens comparativas como condições climáticas favoráveis, domínio da tecnologia agrícola e disponibilidade de áreas para plantio.





FONTE: G1 Economia e Negócio

domingo, 24 de agosto de 2008

BIODIESEL DE MAMONA, POR QUE NÃO DEU CERTO?


O Plano Nacional de Biodiesel, criado há três anos e meio pelo governo federal, listou uma série de matérias-primas para a produção do biodiesel e escolheu a mamona como matéria-prima para alimentar as usinas de biodiesel.
A mamona é uma planta asiática, resistente à seca e que se deu muito bem com o clima do sertão nordestino. Foi trazida para o Brasil pelos portugueses e, no passado, seu óleo era usado na iluminação e para lubrificar eixo de carroça.
Hoje a mamona, é cultivada por milhares de pequenos agricultores. O Estado da Bahia é campeão na produção de mamona, que, no ano passado, respondeu por 77% da safra brasileira.
Opreço da saca de mamona de 60 quilos está de R$ 55,00 a R$ 58,00 reais. Esse preço não é bom para os produtores de mamonas por causa das muitas despesas. Um dos maiores problemas dos pequenos produtores baianos é a oscilação do mercado, dominado pelos atravessadores.
Um dos objetivos do Programa Nacional de Biodiesel é justamente criar um mercado local para a mamona, sem intermediário, e assegurar a renda para as famílias pobres.
Apesar de todos os incentivos, a mamona ainda não se viabilizou para a produção de biodiesel porque a rícinocultura pode pagar mais ao agricultor. E é essa indústria de derivados nobres que consome praticamente toda a mamona produzida no Brasil.
Hoje, quem sustenta o programa de biodiesel é a soja. A soja responde por 77% da produção de biodiesel. Em segundo lugar está o sebo bovino, com 22%; e por último vêm todas as outras culturas, onde está a mamona, com apenas 1%, isso é um quadro preocupante. Segundo o próprio presidente Lula, “Produzir biodiesel da soja e transformá-la em matriz principal é um equívoco e um erro. A soja tem o seu preço determinado pelo mercado internacional, ou melhor, pela Bolsa de Chicago. Isso quer dizer que quando a soja sobe de preço, sobe também o custo de produção das usinas e sobe o preço do diesel na bomba.
Só que para viabilizar a produção de biodiesel com a mamona, o pinhão manso e outras culturas mais adaptadas à agricultura familiar é preciso ainda muito investimento e muita pesquisa.



FONTE: Globo Rural

ETANOL, AUMENTA A OFERTA E BAIXA O PREÇO

O preço do etanol no mercado brasileiro deve cair nos próximos sete anos, em função do aprimoramento dos processos de produção do combustível que estão em desenvolvimento.
A projeção é do economista Fábio Silveira, com base em estudo sobre o futuro do mercado de etanol e biodiesel, encomendado pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de São Paulo).
Os resultados, divulgados na terça-feira (19 de agosto), mostram que, com essa maturação nas técnicas produtivas, o Brasil tende a estar entre os principais produtores de etanol, ao lado dos Estados Unidos, onde a produção projetada é de 56 bilhões de litros.
No Brasil, o volume estimado de etanol produzido até 2015 chega a 52 bilhões de litros, projeção feita com base na velocidade do consumo e no crescimento dos investimentos que o setor tem recebido. A maior produção brasileira deve gerar um "choque de oferta", fazendo o preço do combustível baixar, estima Silveira.
Biodiesel -Para o biodiesel, a projeção indica que a oferta deverá ser triplicada, passando de 1,13 bilhão de litros para 3 bilhões. A maior parte, segundo o economista, será processada a partir do óleo de soja e o restante será dividido entre o óleo de palma, o algodão, a mamona e o girassol.
Fábio Silveira defende que o Brasil precisa de uma política clara sobre a produção do combustível. No período em que a produção deve triplicar - até 2015 - a principal matéria prima continuará sendo a soja, apesar das outras fontes.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

PETROBRAS INAUGURA NO CEARÁ SUA SEGUNDA USINA DE BIODIESEL

A Petrobras inaugurou hoje dia (20 de agosto), em Quixadá, no Ceará, a segunda usina de produção de biodiesel do Brasil, com capacidade para refinar 57 milhões de litros de biodiesel por ano.
30% da produção de Quixadá serão destinados ao mercado cearense e o restante aos demais estados da região.




FONTE: Agência Brasil

MERCADO BRASILEIRO DE ETANOL E BIODESEL É TEMA DE DEBATE EM SÃO PAULO

O economista Fabio Silveira apresentou no dia 19 de agosto um debate em São Paulo sobre o mercado brasileiro de etanol e biodiesel, suas taxas de crescimento, seus potenciais de consumo e conseqüências para o comércio até 2015.



FONTE: Agência Brasil

domingo, 17 de agosto de 2008

BNDES FINANCIA PRODUÇÃO DE BIODIESEL EM MATO GROSSO DO SUL

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 128 milhões para um projeto de extração de óleo vegetal e produção de biodiesel, no município de Nova Andradina, em Mato Grosso do Sul. Os recursos foram concedidos à Brasil Bioenergia S.A. A participação do banco no projeto corresponde a 80% do investimento, orçado em R$ 160 milhões.
O óleo vegetal para produção de biodiesel virá da soja. A indústria ainda está analisando outras alternativas ao grão, entre as quais o pinhão manso, uma oleaginosa com maior concentração de óleo e menor custo de esmagamento.
O projeto deve gerar 140 empregos diretos e cerca de três mil indiretos.
De janeiro a agosto deste ano, o BNDES já registra 18 projetos na área do biodiesel contratados, no valor de R$ 1,85 bilhão.



FONTE: Agência Brasil

ANP PROMOVE DOIS LEILÕES DE BIODIESEL

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou no (14 e 15 /08) mais dois leilões de biocombustíveis. O objetivo é atender à determinação do governo federal de adição de 3% de biodiesel ao óleo mineral (B3), em vigor desde 1º de julho deste ano.

Serão ofertados pelas 57 empresas habilitadas a participar da licitação 330 milhões de litros do produto – sendo 264 milhões de litros a oferta prevista para o primeiro dia do leilão (o 10º realizado pela ANP), quando só poderão participar os produtores que possuem o selo "Combustível Social", concedido pelo governo federal. Já no 11º Leilão, a oferta totalizará 66 milhões de litros e dele poderão participar todas as empresas que atendem atualmente as normas determinadas pela ANP.

CONSUMO DE ÁLCOOL CRESCE MAIS DE 52% NO PRIMEIRO SEMESTRE

De janeiro a junho, o consumo de álcool combustível no país cresceu 52,9% e já se igualou ao da gasolina.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta que esse crescimento foi motivado pela retração média de 12,1% no preço do litro do combustível, que passou de R$ 1,70 para R$ 1,50 nas bombas.
“O álcool está funcionando como uma âncora e vem segurando o preço da gasolina. A despeito da gasolina ter tido um aumento na refinaria autorizado pelo governo, este aumento não se refletiu na bomba. Pelo contrário, a gasolina até caiu de preço”, disse o superintendente de Abastecimento da ANP, Edson Silva.
Os dados indicam que o consumo de álcool hidratado no país subiu de 3,9 bilhões de litros para 6 bilhões de litros do primeiro semestre de 2007 para o segundo semestre de 2008. Já a demanda pelo álcool anidro, que é misturado à gasolina, aumentou de 2,74 bilhões de litros para 3 bilhões de litros no período, um aumento de 9,82%.

ANP ASSINARÁ RESOLUÇÃO DETERMINANDO QUE ÁLCOOL COMBUSTÍVEL PASSE A SE CHAMAR ETANOL

Em atendimento a um pedido da União da Indústria de Cana-de-Açucar (Única), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vai assinar nos próximos 15 dias uma resolução determinando que o álcool combustível comercializado no BRASIL passe a ser chamado de ETANOL.

A informação foi dada pelo superintendente de Abastecimento da ANP, Edson Silva. Ele justificou a decisão como uma evolução natural rumo ao mercado internacional.

Os postos deverão trocar o nome de álcool para etanol, nos mais de 36 mil pontos de vendas de todo o país, mas que terão "um tempo" para a adequação.

DIRETOR DA PETROBRAS DIZ QUE ESTOQUES DE ÁLCOOL ESTÃO BAIXOS, MAS NÃO HÁ DESABASTECIMENTO

Com o crescimento das vendas dos carros flex [que utilizam álcool e gasolina] o consumo do álcool continua em alta, ultrapassando o da gasolina.

O presidente da Petrobras Distribuidora (BR), José Eduardo Dutra, informou no dia (12 /08/08) que os estoques de álcool estão baixos nas usinas, mas que o país não enfrenta problemas de desabastecimento.




FONTE: Agência Brasil

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

GRUPO TOYOTA CONFIRMA INTENÇÃO DE PRODUZIR ETANOL NO BRASIL

A japonesa Toyota Tsusho Corp está conduzindo um estudo de viabilidade em conjunto com a Petrobras sobre a possibilidade de construir uma usina para produzir etanol no Brasil no estado de Goiás disse um porta-voz da empresa na quarta-feira (6) de agosto.


FONTE: Agência Brasil

BRASIL E ESTADOS UNIDOS DISCUTEM A COMERCIALIZAÇÃO DO ETANOL COMO COMMODITY

O interesse comum para que o etanol possa ser comercializado como uma commodity foi um dos temas discutidos na terça - feira dia (5) de agosto entre o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o subsecretário de Energia dos Estados Unidos, Jeffrey Kupfer. As commodities são produtos primários negociados no mercado internacional.
Lobão lembrou que, assim como o Brasil, os Estados Unidos pretendem manter uma política cada vez mais intensa na produção de biocombustíveis. Segundo ele, os Estados Unidos deverão produzir cerca de 34 bilhões de litros de etanol a base de milho este ano e a produção brasileira deve chegar a 23 bilhões de litros, extraídos de cana-de-açúcar.





FONTE: Agência Brasil

domingo, 3 de agosto de 2008

PETROBRAS MANTÉM PRODUÇÃO DE BIODIESEL DE MAMONA

A Petrobras Biocombustível divulgou na sexta-feira dia (1°) de agosto uma nota informando que manterá a produção de biodiesel a partir de mamona. Segundo a empresa, os planos não serão afetados pela Resolução da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) Nº 7, de 19 de março de 2008, que estabeleceu limites que impediriam a utilização do biodiesel de óleo de mamona puro.
A meta da Petrobras sempre foi utilizar, inicialmente, misturas de até 30% de óleo de mamona como matéria-prima. O uso de 30% de óleo de mamona na produção de biodiesel atende integralmente à nova especificação da ANP.

COSAN PREVÊ RECORDE DE EXPORTAÇÕES DE ETANOL

A Cosan, maior grupo brasileiro de açúcar e etanol, divulgou no dia(31) de julho que espera um recorde nas exportações de álcool para o período entre o segundo semestre de 2008 e o início de 2009, sendo que metade do volume comercializado terá como destino o mercado dos Estados Unidos.
As exportações de etanol da Cosan devem responder por 25% da produção projetada para a temporada.

sábado, 2 de agosto de 2008

BID ENTREGA US$ 269 MILHOES PARA 3 USINAS DE ETANOL NO BRASIL

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) informou que financiará parcialmente, com 269 milhões de dólares, três usinas de produção de etanol em Goiás e Minas Gerais.
Segundo o comunicado da entidade financeira, o BID também "ajudará na obtenção de outros 379 milhões de dólares" para os três empreendimentos, nos quais já foram aplicados cerca de 300 milhões de dólares.
"Trata-se do maior investimento em biocombustíveis já realizado por um banco de desenvolvimento".
As três unidades produzirão 420 milhões de litros de etanol ao ano para o mercado brasileiro.
As usinas estão sendo construídas pela Companhia Nacional de Açúcar e Álcool (CNAA).
Segundo o BID, os empreendimentos vão gerar cerca de 4.500 empregos fixos e serão ambientalmente sustentáveis, produzindo sua própria energia e gerando um excedente que abastecerá cerca de 400 mil residências de médio porte.
O presidente do BID, Luis Alberto Moreno, revelou que o banco decidiu apoiar o projeto após um ano de análise sobre seus impactos socioeconômicos e ambientais: "concluímos que eles vão produzir energia limpa e sustentável sem impactar os preços dos alimentos".
O BID não informou as condições de amortização dos empréstimos.


FONTE: G1. economia e negócios

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

BRASIL ESTUDA ACIONAR EUA NA OMC POR TARIFA AO ETANOL

Com o fracasso da Rodada Doha e a conseqüente paralisação das negociações sobre o etanol, que estavam sujeitas ao acordo global, o Brasil agora considera fazer uma consulta na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as tarifas para a exportação do produto cobradas pelos Estados Unidos.

Segundo a agência AP, o embaixador brasileiro na OMC, Roberto Azevedo, disse que há uma forte possibilidade" de o país fazer uma consulta formal sobre o caso na OMC em setembro.

O etanol brasileiro paga atualmente uma taxa extra de 54 centavos de dólares por galão para entrar no mercado americano, além da tarifa regular de importação de 2,5% sobre valor do produto.Essa sobretaxa não é uma prática justa.

O setor privado no Brasil defende que a sobretaxa é uma forma mascarada de proteger contra a concorrência os produtores americanos, menos competitivos.

Segundo dados da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), em 2007 os Estados Unidos e União Européia destinaram US$ 15 bilhões em ajuda a seus produtores de biocombustíveis.

Segundo os críticos, essas subvenções garantem a liderança das duas potências no mercado global.
Em 2007, 60% de todo o biodiesel comercializado no mundo foi produzido pelos europeus.

No mesmo ano, os americanos foram responsáveis por 48% de toda a produção mundial de etanol.

O Brasil produziu 31% do total de etanol, cerca de 15 bilhões de litros.

Com a redução das tarifas européia e americana para o etanol beneficiaria os países mais pobres.

terça-feira, 29 de julho de 2008

LULA INAUGURA NA BAHIA PRIMEIRA USINA DE BIODIESEL DA PETROBRAS

A Petrobras vai dar mais um passo para assumir a liderança nacional na produção de biodiesel. Nesta terça-feira,(29) a estatal inaugura a sua primeira usina de biodiesel, em Candeias, na Bahia, que terá capacidade de produzir até 57 milhões de litros do produto por ano.
A solenidade contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estará acompanhado do presidente da estatal, Jose Sérgio Gabrielli.
Até o final de agosto, a estatal vai instalar mais duas unidades: uma em Montes Claros (MG) e outra em Quixadá (CE).
Juntas, as três usinas vão gerar renda e trabalho para 55 mil agricultores familiares, que fornecerão as matérias-prima necessárias ao processo de extração de óleo para a fabricação do biodiesel.
A Petrobras informou que investiu R$ 101 milhões na construção da usina de Candeias. A obra gerou 1.301 empregos diretos.
Em quatro anos, a Petrobras pretende investir US$ 1,5 bilhão no segmento de biocombustíveis. Além de garantir a liderança do mercado nacional na produção de biodiesel, “também propiciará a ampliação da participação da estatal no negócio de biocombustíveis, com foco voltado para o mercado de etanol.
A meta é em 2012 produzir 940 milhões de litros de biodiesel por ano.
Além de operar com matéria-prima de origem vegetal (mamona, girassol, soja, algodão), a usina poderá também utilizar insumo de origem animal (sebo bovino, suíno ou de frango) ou óleos e gorduras residuais usados em fritura de alimento.



FONTE: Agência Brasil

domingo, 27 de julho de 2008

UNIÃO EUROPÉIA OFERECEU AO BRASIL A CHANCE DE EXPORTAR MAIS ETANOL

A União Européia ofereceu ao Brasil a chance de exportar mais etanol para os 27 países do bloco, como parte das iniciativas para tentar destravar as negociações da Rodada de Doha de comércio global. Em troca, a UE exigiria mais acesso aos mercados brasileiros, segundo o comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson.

Com esse acordo o Brasil terá oportunidade de exportar quase 1,4 milhão de toneladas de etanol por ano para os países Europeu até 2020.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

PAÍS PODE CONCILIAR PRODUÃO DE ALIMENTOS E DE BIOCOMBUSTÍVEIS, DIZ REITOR DA UNICAMP JOSÉ TADEU JORGE

Apesar de ser “o único país que pode conciliar produção de alimentos com fabricação de biocombustíveis”, o Brasil precisa de uma política agrícola consistente para evitar que o aumento da demanda por cana-de-açúcar para etanol pressione a redução do cultivo de alimentos. A avaliação foi feita hoje (17) pelo engenheiro agrônomo e reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), José Tadeu Jorge.

Temos potencial para atender as duas demandas mundiais: de alimentos e de biocombustíveis. Na minha avaliação, as oportunidades para alimentos são melhores que as do etanol, mas nem precisamos fazer essa escolha. Podemos atender as duas demandas, desde que haja planejamento.



Fonte: Agência Brasil

PESQUISADORES DISCUTEM PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEIS

Representantes do Brasil, da Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai apresentarão estudos desenvolvidos na área de biocombustíveis, com ênfase na produção de etanol a partir do bagaço de cana-de-açúcar, resíduos florestais e biomassa de gramíneas, entre outras matérias-primas.

A reunião, na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília, tem como objetivo a integração dos grupos de estudos dos países com projetos em andamento ou em processo de formulação direcionados à produção de etanol.





fonte: Agência Brasil

domingo, 13 de julho de 2008

LULA ASSINA ACORDO DE COOPERAÇÃO EM BIOCOMBUSTÍVES COM INDONÉSIA

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o seu homólogo indonésio firmaram acordo neste sábado (12) de cooperação para compartilhar conhecimento tecnológico sobre biocombustíveis.

O presidente brasileiro disse que a tendência atual de preços das commodities são uma ótima oportunidade para países em desenvolvimento como Indonésia e Brasil, dois grandes produtores de biocombustíveis.

PORTUGAL USARÁ GRÃOS DO BRASIL PARA PRODUÇÃO DE BIODIESEL

O consórcio português GreenCyber está se preparando para construir a maior usina de biodiesel de Portugal, que terá 90% de sua matéria-prima - principalmente soja e girassol -proveniente de Brasil, Angola e Moçambique.
A refinaria deve entrar em operação em 2010 e terá uma capacidade anual de 250 mil toneladas, de acordo com um acionista. O restante da matéria-prima utilizada virá de Portugal, e pode ser soja, colza e palma.

A refinaria será construída no porto de Sines, ao sul de Portugal, de onde o biodiesel pode ser exportado e com fácil acesso para estradas e ferrovias que ligam o país à Espanha.

BRASIL E JAPÃO AFIRMAM ACORDO NA PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEIS PROVENIENTE DA CELULOSE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, acertaram nesta quarta-feira (9) aumentar sua cooperação econômica para a produção de biocombustíveis em uma reunião realizada à margem da cúpula do G8 em Toyako no Japão.

O primeiro-ministro disse que os dois países cooperarão mais na área de desenvolvimento do etanol proveniente da celulose.

terça-feira, 8 de julho de 2008

UNIÃO EUROPÉIA COGITA ACORDO PARA IMPORTAR BIOCOMBUSTÍVEIS DO BRASIL

Líderes de energia da União Européia cogitaram um acordo com o Brasil sobre biocombustíveis, em reunião de três dias em Paris.

Turmes, que está liderando a lei de energia renovável no Parlamento Europeu, está pressionando para que as propostas dos biocombustíveis sejam revistas para evitar efeitos prejudiciais para as florestas e a biodiversidade.

Claude Turmes afirmou que a União européia deveria realizar um acordo bilateral com o Brasil para importar biocombustíveis.

Turmes disse, que o único país de onde podemos importar de forma sustentável, e em quantidades substanciais, combustíveis agrícolas para a UE, no momento, é o Brasil.

LULA RETOMARÁ DEFEA DOS BIOCOMBUSTÍVEIS NA REUNIÃO DO G8

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltará a defender, na reunião do G8, os biocombustíveis, afirmando que eles não são responsáveis pela alta do preço dos alimentos no mundo. A reunião do G8, grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia, será no Japão durante esta semana.
Lula voltará a defender que o etanol e biodiesel são combustíveis alternativos à emissão dos gases causadores do efeito estufa, além de cobrar dos mais ricos que assumam parcela de culpa pelas mudanças climáticas.

PETROBRAS E CONOCOPHILLIPS ASSININARAM ACORDO PARA DESENVOLVER PRODUÇÃO DE ETANOL

Petrobras e ConocoPhillips assinaram acordo nesta (quinta -feira dia 03 ) com objetivo de desenvolver modelo de negócios na produção de etanol, apartir da cana-de-açúcar.
.
Segundo as informações da Petrobras, a Conoco é a terceira maior empresa integrada de energia dos Estados Unidos em valor de mercado, reservas de petróleo e gás natural e em produção.
“É, ainda, a quarta maior em refino do mundo, com capacidade de processar 2,7 milhões de barris por dia, além de possuir a sexta maior reserva entre as empresas não governamentais, com 10,6 bilhões de barris e uma produção total de 2,3 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Tem operações em 40 países, com cerca de 32 mil empregados em todo o mundo.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

BIOCOMBUSTÍVEIS IMPEDEM ALTA MAIOR DO PETRÓLEO

A crescente produção de biocombustíveis ajuda a impedir que os preços de petróleo subam ainda mais rapidamente, disse o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Nobuo Tanaka.

Tanaka afirmou que, sem o atual aumento na produção de biocombustível, os preços do petróleo
estariam ainda mais altos.




PETROBRAS ANUNCIA PARCERIA PARA PRODUÇÃO DE ETANOL EM GOIÁS




A Petrobras e a empresa japonesa Mitsui anunciaram nesta terça-feira (2) que atuarão juntas no projeto de produção de etanol a partir da cana-de-açúcar, no município de Itarumã, em Goiás.
O projeto será desenvolvido em parceria com a Itarumã Participações, e os investimentos serão realizados por meio da empresa Participações em Complexos Bioenergéticos - PCBios, parceria da Petrobras com a Mitsui.
Em nota, a Petrobras informa que o projeto prevê uma produção anual de 200 mil metros cúbicos de etanol em uma área de 32.000 hectares, com a geração de energia elétrica a partir do bagaço de cana.
A nota informa ainda que a Petrobras e a Mitsui decidiram investir no projeto considerando a sua viabilidade ambiental e econômica diante do grande potencial de exportação de etanol brasileiro para atender as demandas internacionais por energia renovável e diversificação energética, para redução das emissões de gás de efeito estufa.




FONTE: G1 e Agência Brasil

terça-feira, 1 de julho de 2008

LULA DIZ QUE, RECONHECIMENTO DO BIOCOMBUSTÍVEL AJUDARÁ BRASIL A EXPORTAR MAIS CARROS



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o reconhecimento internacional dos biocombustíveis deverá impulsionar as exportações brasileiras de automóveis.

Em discurso durante a cerimônia de lançamento do novo modelo do automóvel Gol, da Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP), o presidente lembrou que, em 2003, a indústria brasileira iniciou a produção de carros bicombustíveis e que, hoje, quase 100% dos novos veículos fabricados no Brasil podem usar tanto gasolina quanto álcool.

OPEP ACUSA ETANOL DE CONTRIBUIR PARA A ALTA DO PETRÓLEO

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) acusou o etanol de também ser responsável pela alta recorde nos preços do petróleo. O presidente da organização, Chakib Khelil, afirmou nesta terça-feira (1º) que os biocombustíveis estão contribuindo para a crise, e não ajudando.

Ele fez, porém, uma ressalva: o único etanol economicamente viável é o brasileiro. "Cerca de 20% da alta no preço do petróleo está ocorrendo por causa do bioetanol", afirmou, durante uma conferência de imprensa no Congresso Mundial do Petróleo, em Madri (Espanha.

ALTA DE ALIMENTOS DEVE REDUZIR PRODUÇÃO DE ETANOL

A produção mundial de biocombustíveis deve alcançar 1,35 milhão de barris por dia em 2008, segundo a Agência Internacional de Energia. O número foi revisado para baixo em relação ao levantamento de maio, que apontava a produção em 1,5 milhão de barris diários.

A revisão para baixo é resultado da redução na produção em países europeus e asiáticos, onde as misturas obrigatórias estão sendo questionadas ou retiradas.
A alegação de que a demanda por matérias-primas para a produção de biocombustíveis tem elevado os preços dos alimentos.

Apesar da queda na projeção, a produção de biocombustíveis este ano deve ultrapassar a produção de 2007, que foi de 1,06 milhão de barris por dia.

DESMATAMENTO CAUSADO POR USINAS DE CANA PODE PREJUDICAR ETANOL BRASILEIRO

O desmatamento da Mata Atlântica causado pelas usinas de cana-de-açúcar em Pernambuco, pode prejudicar as exportações do etanol brasileiro, alertou hoje (1) o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Segundo ele, o “mau exemplo” dos usineiros pernambucanos, que desmataram 85 mil hectares do bioma Mata Atlântica no estado de pernambuco, pode servir de munição para os opositores do biocombustível brasileiro.

O ministro anunciou aplicação de multa de R$ 120 milhões para os usineiros do estado responsáveis pelo desmatamento.

Quem não entrar na linha e colocar em risco a Mata Atlântica e o etanol brasileiro vai ter a mão dura do Ibama, da Polícia Federal e da lei de crimes ambientais”, ressaltou o ministro.

FONTE: G1 e Agência Brasil




sexta-feira, 27 de junho de 2008

REVISTA BRITÂNICA THE ECONOMIST DIZ QUE TARIFA AO ETANOL DO BRASIL DEVE ACABAR

Revista diz que combustível é alvo de críticas injustas e é melhor que o etanol dos EUA.


A revista britânica The Economist traz na edição que chega às bancas nesta sexta-feira um artigo em que elogia o etanol brasileiro, dizendo que o combustível é alvo de críticas injustas, e defende o fim da tarifa imposta pelos Estados Unidos à importação do combustível produzido no Brasil.
Neste ano, o Brasil pretende exportar 3 bilhões de litros etanol para os Estados Unidos.



FONTE: G1.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

USINAS BRASILEIRAS FECHAM CONTRATO PARA FORNECER ETANOL À SUÉCIA

Valor do contrato não foi oficialmente divulgado, mas gira em torno de R$ 107 milhões.Suecos só aceitaram comprar etanol após comprovações de sustentabilidade



Um grupo de quatro usinas brasileiras anunciou nesta quarta-feira (25) o fechamento de um contrato para a venda de 115 milhões de litros de etanol para a Suécia.

O acordo foi costurado entre as usinas Cosan, Alcoeste, Guarani e Nova América e a empresa sueca Sekab, dona de cerca de 90% do mercado de etanol para utilização em veículos no país europeu. O primeiro embarque do produto já foi realizado na semana passada


Shell vai investir em etanol de cana e de celulose


A Shell vai investir em etanol de cana-de-açúcar. A gigante do setor de petróleo acredita que os biocombustíveis podem ser "muito atrativos" e nega que o etanol esteja gerando um lobby do setor de combustíveis contra países como o Brasil. A empresa, porém, alerta: não irá apostar no etanol de milho nos Estados Unidos.
"Quando se analisa a produção de cana, como no Brasil, está claro que se trata de um setor atrativo para investimentos e achamos que esse modelo no Brasil é sustentável em termos ambientais", afirmou o chefe mundial do departamento de tecnologia da Shell, Jan van der Eijk. "Tudo indica que o etanol de cana é bom para a economia e para o meio ambiente. Portanto, é um bom investimento, com lucros promissores.

EUA devem ter primeira usina de etanol de cana em 2009

Uma empresa de Louisiana, nos EUA, planeja abrir a primeira usina norte-americana de etanol à base de cana-de-açúcar no ano que vem. A abertura é provável por conta dos preços elevados de milho e da soja - principais matérias-primas usadas para produzir etanol no pais - e das exigências da nova de lei agrícola .

Uma empresa de Louisiana, nos EUA, planeja abrir a primeira usina norte-americana de etanol à base de cana-de-açúcar no ano que vem. A abertura é provável por conta dos preços elevados de milho e da soja - principais matérias-primas usadas para produzir etanol no pais - e das exigências da nova de lei agrícola.



Etanol brasileiro é o melhor biocombustível do mundo,diz ONG



A Oxfam, ONG internacional de combate à probreza, afirma que o etanol brasileiro é o biocombustível mais favorável do mundo. A declaração está em um relatório que compara o etanol do Brasil ao biocombusítvel feito a partir do milho, nos Estados Unidos. Segundo a Oxfam, a produção americana é muito dependente de materiais fósseis, o que representa um dos piores equilíbrios entre gases do efeito estufa e o uso de energia. O documento também critica a forma como os países ricos lidam com o fomento da produção dos combustíveis, considerados ecologicamente corretos. A ONG informou que as "políticas verdes" das nações desenvolvidas elevam o preço dos alimentos, o que afeta os pobres e não ajuda no combate às mudanças climáticas.



FONTE: G1. e Bandnews

terça-feira, 24 de junho de 2008

PARA ONU, ETANOL BRASILEIRO NÃO DESMATA E É SUSTENTÁVEL

Secretário da ONU diz que biocombustíveis são apenas parte de solução climática.

O secretário-executivo da Convenção da ONU para Mudanças Climáticas, Yvo de Boer, ressaltou que o etanol brasileiro "não gera desmatamento" e é sustentável, mas criticou os biocombustíveis de outras fontes.

Para ele, apenas o etanol que seja produzido de forma sustentável fará parte de uma solução final para garantir a redução de emissões de gás carbônico no mundo.

Lula diz que Brasil não pode aceitar 'falsas acusações' sobre etanol de cana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira (24) o etanol brasileiro feito a partir de cana-de-açúcar e considerou como "falsas acusações" as críticas do uso de trabalho escravo para o corte da cana no país.



JAPÃO VAI TESTAR AVIÃO MOVIDO A BIOCOMBUSTÍVEIS

Avião será abastecido com biocombustível feito de produtos não-alimentícios.

A Japan Airlines planeja realizar antes de março de 2009 o primeiro vôo comercial da Ásia utilizando biocombustível.

A iniciativa é parte da política internacional de redução de emissões de CO2 pelas empresas do setor aéreo.

O teste será realizado num Boeing 747 equipado com um dos reatores alimentado com biocombustíveis de vegetais não-comestíveis.

A empresa japonesa será a primeira asiática e a quarta do mundo a realizar esse tipo de teste.

Vôos semelhantes já foram feitos pela Virgin Atlantic, da Inglaterra, a Air New Zealand, da Nova Zelândia, e pela norte-americana Continental Airlines.

Além da questão ambiental, o preço do petróleo vem pressionando os custos das companhias.



segunda-feira, 23 de junho de 2008

REFINARIAS NO NORDESTE PODEM TER UNIDADES DE BIOMASSA, DIZ PETROBRAS

O gerente de desenvolvimento de negócios internacionais de biocombustíveis da Petrobras, Fernando Cunha, revelou que a estatal estuda instalar nas suas próximas refinarias no Nordeste unidades integradas de biomassa. No início do mês, a companhia informou que a primeira a entrar em operação, a do Ceará, irá custar cerca de US$ 11 bilhões. "A refinaria Premium da Petrobras já pensa nessa questão, de refinar petróleo já com a biomassa, são as biorefinarias.

Petrobras estuda parceria em biocombustíveis com Espanha e França

A Petrobras tem feito contato com empresas da Espanha e França para uma eventual instalação de uma unidade de biocombustíveis na região tendo como matéria-prima produtos brasileiros.

FONTE: G1






sábado, 21 de junho de 2008

PRODUÇÃO DE ÁLCOOL CRESCE 6,15% NO INÍCIO DA SAFRA


Mais de 60% da cana colhida foram transformados em combustível.Para entidade, fator preço mantém demanda por etanol aquecida.

A produção de álcool cresceu 6,15% até 1º de junho na safra 2008/2009 no Centro-Sul do Brasil, e 61,61% da cana processada pelas usinas da região foram transformados em combustível. De acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), até o início deste mês foram produzidos 3,21 bilhões de litros de álcool, ante 3,03 bilhões de litros de igual período de 2007/2008.
A produção do álcool hidratado cresceu 12,34% na comparação entre o mesmo período neste e no ano passado. Até 1º de junho de 2008 foram produzidos 2,25 bilhões de litros do combustível utilizado nos veículos a álcool ou "flexfuel", ante 2 bilhões de litros em igual período de 2007. A produção de anidro, misturado em 25% à gasolina, recuou 5,96% nos mesmos períodos avaliados, de 1,02 bilhão de litros no ano passado, para 964 milhões de litros este ano.

Mais barato
"A demanda do mercado interno na região Centro-Sul continua aquecida, com vendas mensais superiores a 1,5 bilhão de litros, somando-se os volumes de etanol anidro e o hidratado. Isso ocorre devido ao crescimento da frota de veículos flexfuel e a uma relação de preços favorável ao etanol, em comparação com a gasolina em quase todo o território nacional", justificou o diretor-técnico da Unica, Antonio de Pádua Rodrigues.

Somando-se anidro e hidratado, as vendas de etanol no mercado doméstico até o final de maio registraram aumento de 31,6% sobre o mesmo período em 2007. No caso do etanol hidratado, o crescimento foi de 43,6%, segundo a Unica. Já as exportações entre abril e maio somaram cerca de 600 milhões de litros de álcool, 59% superior ao volume embarcado no mesmo período da safra do ano passado.
Com mercado estocado e excedente mundial, a produção de açúcar em 2008/2009 somou 3,27 milhões de toneladas até o início de junho, 10,77% menor que as 3,66 milhões de toneladas do mesmo período no ano passado. Apenas 38,39% da matéria-prima moída nas usinas teve a produção de açúcar como destino, de acordo com a Unica.

FONTE: G1- Economia e Negócio

quinta-feira, 19 de junho de 2008

BIOCOMBUSTÍVEIS SÃO ARMA CONTRA CRISE ENERGÉTICA, DIZ COMISSÃO EUROPÉIA

Cúpula em Bruxelas busca soluções para alta de preços de petróleo e alimentos.


A Comissão Européia (CE) apresentará nesta quinta-feira aos líderes da União Européia (UE) dois documentos que sugerem que biocombustíveis como o etanol são armas importantes no combate à alta dos preços dos combustíveis e dos alimentos, desde que sejam produzidos de forma sustentável.


Os documentos fazem parte das propostas elaboradas pela CE para serem submetidas à cúpula de dois dias da UE que começa nesta quinta-feira em Bruxelas e que busca, entre outras coisas, adotar medidas para atenuar as conseqüências dos aumentos nos preços.


Entre as medidas sugeridas para enfrentar o aumento do preço do petróleo, o Executivo pede que os países membros "confirmem sua determinação de adotar, até o final de 2008, medidas legais para cumprir as metas européias para energias renováveis e biocombustíveis".


O texto, ao qual a BBC Brasil teve acesso, afirma que o objetivo europeu de ter 10% de participação de combustíveis biológicos no setor de transportes até 2020 é "essencial para melhorar substancialmente a eficiência energética e a diversificação de abastecimento" nos países do bloco.

FONTE: G1


CÂMARA APROVA MP QUE MUDA TRIBUTAÇÃO DO ETANOL


Incidência do PIS/Cofins será dividida entre produtores e distribuidores.Medida ainda tem que tramitar pelo Senado.



A Câmara dos Deputados aprovou na noite de terça-feira (17) a Medida Provisória (MP) 425 de 2008, que modifica a MP 413 do mesmo ano, sobre o novo regime de tributação do Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para a produção do álcool combustível (etanol).

A MP trancava a pauta de votação, e só foi aprovada após um acordo entre governo e oposição, que retirou requerimentos de obstrução.
Saiba mais

O texto prevê que a incidência do PIS/Cofins será dividida entre produtores e distribuidores de álcool, inclusive o usado como combustível, ao contrário do texto original, da MP 413, que previa os tributos nas usinas.

O setor alcooleiro passa a figurar no regime não-cumulativo do PIS/Pasep e da Cofins, permitindo o desconto de créditos apurados sobre o estoque existente até o fim de abril.

Opção
Além da tributação por alíquotas porcentuais incidentes sobre a receita, o deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da MP, manteve a opção pelo pagamento dessas contribuições com base no volume de álcool. No caso do distribuidor, as alíquotas serão de R$ 58,45 e de R$ 268,80 por metro cúbico de álcool, respectivamente, para PIS/Pasep e Cofins. O produtor e o importador pagarão R$ 23,38 (PIS/Pasep) e R$ 107,52 (Cofins) por metro cúbico de álcool.


A MP, no entanto, só entrará em vigor depois da regulamentação pela Receita Federal, o que ocorrerá após a aprovação definitiva pelo Congresso, ou seja, ainda terá de tramitar pelo Senado. Pelo texto, a vigência passa a ser o primeiro dia do mês seguinte ao da publicação de regulamento da Secretaria da Receita Federal sobre a instalação de equipamentos obrigatórios de controle de vazão no processo produtivo do álcool.


quarta-feira, 18 de junho de 2008

CHUVAS PODEM FAZER EUA COMPRAR MAIS ETANOL DO BRASIL

Opinião é de porta-voz de associação americana de comércio do biocombustível.


As chuvas que vêm castigando o Meio Oeste americano - a principal região produtora de etanol no país - e provocando a perda de vastas colheitas de milho poderão contribuir para que os Estados Unidos importem mais etanol brasileiro.

É essa a opinião de Matt Hartwig, porta-voz da Renewable Fuels Association (RFA), a associação americana de comércio para a indústria de etanol do país.

Em entrevista à BBC Brasil, Hartwig disse ser possível que os Estados Unidos passem a contar com ''uma crescente importação do etanol brasileiro".

"Historicametne, sempre que o mercado de etanol precisou de produtos, os importados entraram e competiram de forma muito eficaz'', disse ele.

O representante da associação comercial comparou a atual situação com a vivida em 2006, quando a indústria petrolífera eliminou da gasolina o aditivo MTBE e o substituiu pelo etanol.
Naquela ocasião, conta Hartwig, ''registramos um aumento do etanol importado do Brasil, de nações caribenhas e também de outras fontes''.

Subsídios e tarifas
A indústria do biocombustível nos Estados Unidos conta com generosos subsídios do governo e o produto brasileiro enfrenta uma sobretaxa de US$ 0,54 para entrar no mercado americano.
Hartwig afirma que mesmo que o mercado aumente sua demanda por etanol importado, a taxa cobrada sobre o etanol brasileiro não deve ser eliminada.

''A tarifa não é uma barreira para a entrada do produto brasileiro. Ela existe para prevenir que o contribuinte americano tenha de contribuir para um produto que já conta com pesados subsídios nas indústrias de outros países''.

O representante comercial acrescenta que ''certamente, os brasileiros fizeram um trabalho admirável em construir a sua indústria e nós os saudamos por isso. Mas a nossa posição é a de que não cabe ao contribuinte americano subsidiar esse desenvolvimento contínuo''.

Contrastes
O etanol americano é produzido à base de milho, enquanto que o biocombustível brasileiro é feito a partir da cana-de-açúcar.

Muitos analistas e até mesmo o Banco Mundial afirmam que o modelo americano de produção de etanol é mais nocivo ao meio ambiente e tem um peso maior sobre o preço de alimentos do que o modelo brasileiro, uma vez que o milho também serve de ração de animais de pasto, provocando também a alta de produtos de suínos e bovinos.

As enchentes provocaram a disparada do preço do milho, que atingiu US$ 8 o búshel (unidade de medida equivalente, no caso do milho, a 25,4 quilos), o preço mais alto já registrado na história.

Em um comunicado, o presidente da RFA, Bob Dinneen, afirmou que ''está claro que esta situação sem precedentes deverá fazer com que os preços já elevados de grãos permaneçam em alta, provocando mais sacrifícios às indústrias que dependem de milho e de outras colheitas''.

Fechamento de usinas
A situação se agravou ainda com o fechamento de duas usinas de etanol, provocados pelas chuvas. Os Estados Unidos contam com 154 usinas de etanol.

Matt Hartwig argumenta que ainda é cedo para definir quanto os Estados Unidos precisarão importar, uma vez que não se sabe por enquanto o pleno impacto das chuvas.

A Citi Investment Research, a unidade de pesquisas no mercado de ações do Citibank, disse que cinco plantas de porte médio foram fechadas devido à alta do etanol.

Segundo a agência, devido à alta do milho, os Estados Unidos poderão perder de 2 a 5 bilhões galões de sua capacidade de produção anual de etanol, que atualmente é de 8,8 bilhões de galões anuais.
Atualmente, os americanos importam entre 200 a 300 milhões de galões por ano de etanol.



FONTE: G1 -Economia e Negócio

terça-feira, 17 de junho de 2008

CANA-DE-AÇÚCAR INVADE SUDOESTE DE GOIÁS E MODIFICA PERFIL DAS CIDADES



Número de usinas no estado deve dobrar até 2012; hoje, há 27 em operação.Se crescimento se confirmar, Goiás será o segundo produtor nacional de biocombustíveis

Com solo fértil, sol forte e abundância de terra agricultável, o estado de Goiás pretende ser o novo celeiro da produção de etanol no Brasil. Há cinco anos, o estado abrigava 12 usinas em operação, segundo o Sindicato da Indústria de Fabricação de Açúcar do Estado de Goiás (Sifaeg).
Nesta safra, de 2008/2009, o número mais que dobrou: o estado já tem 27 usinas, e pode chegar a ter 30, dependendo da conclusão de obras de algumas unidades. Até 2012, com a agenda de inaugurações, o número deverá atingir a marca de 55 usinas em funcionamento.

Goiás hoje é o quarto produtor nacional de etanol. Se o ritmo de instalação de novas usinas se mantiver, deverá subir para o segundo lugar nos próximos três anos, de acordo com estimativas do Sifaeg. Esta modificação de panorama já se reflete nas cidades do sudoeste do estado, onde as usinas se instalam, e traz conseqüências como o aumento da população, geração de emprego e movimentação da economia local.

A região, que foi literalmente invadida por plantações de cana-de-açúcar, originalmente abrigava culturas como a soja, o sorgo e o milho, além da pecuária. A paisagem começou a se modificar há cerca de três anos, quando o preço dos grãos caiu muito e os produtores rurais viram na cana uma nova possibilidade de produção.

Mesmo com o fim da crise e com a alta do preço das commodities, a cultura da cana-de-açúcar mostra que veio para ficar e divide espaço com outras lavouras. Cidades como Acreúna, Caçu, Jataí, Montividiu, Paraúna, Quirinópolis e Serranópolis, todas no Sudoeste goiano, e Itumbiara, mais ao Sul, são algumas das localidades onde a cana se instalou.




Fonte: G1- Economia e Negócio




domingo, 15 de junho de 2008

ETANOL DE MILHO DOS EUA É APONTADO COMO RESPONSÁVEL PELA AUTA DOS ALIMENTOS


Combustível feito a partir de milho é apontado como responsável pela alta dos alimentos.
Os produtores americanos de etanol rejeitam as críticas que vêm sofrendo nos últimos meses, segundo as quais o etanol fabricado a partir de milho – como acontece nos EUA – seria o responsável pela inflação global no preço dos alimentos.

Em 2007, mais de um quinto da colheita de milho foi desviada de seu uso tradicional como matéria-prima para alimentos e rações para ser utilizada na produção de etanol.Com isso o percentual das exportações mundiais que eram abastecidas pelo país caiu de 70% para 55%, o que gerou escassez de milho no mercado mundial e consequente aumento no preço do produto, que triplicou em dois anos.

Os EUA é um país onde a totalidade das áreas plantadas já foi ocupada. No momento, o aumento na plantação de milho para a produção de etanol tira terras disponíveis das culturas de soja e trigo, o que contribui para agravar a disponibilidade desses grãos para alimentação.




FONTE: G1

sábado, 14 de junho de 2008

EMBRAPA E FIESP ESTUDAM CRIAÇÃO DE EMPRESA MISTA PARA PESQUISA DE ETANOL


A Empresa Brasileira de Tecnologia Agropecuária (Embrapa) negocia com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) a criação de uma companhia mista voltada à pesquisa de etanol produzido a partir da celulose. De acordo com o chefe da Secretaria de Gestão e Estratégia da Embrapa, Evandro Mantovani, a nova empresa será constituída de capital público e privado e terá como o objetivo manter o Brasil na vanguarda mundial da produção do álcool combustível.

“Na primeira geração de biocombustíveis, o Brasil é imbatível,” afirmou Mantovani, em entrevista à Agência Brasil. “A segunda geração está sendo muito estudada no exterior. Se o país não investir, poderemos ficar para trás.”A nova companhia será uma Empresa de Propósito Específico (EPE), estruturada nos moldes da Lei da Inovação (n° 10.973/2004). Ela terá 49% dos seus recursos oriundos da Embrapa e o restante advindo de investimentos privados de empresas do setor sucroalcooleiro dispostas e selecionadas para compor a sociedade.





FONTE: Agência Brasil

quinta-feira, 12 de junho de 2008

PETROBRAS BIONERGIA


Petrobras Bionergia: será nova subsidiária da estatal

A subsidiária de biocombustíveis que será criada pela Petrobras para cuidar deste segmento vai se chamar Petrobras Bioenergia e terá o atual diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, entre os membros do seu Conselho de Administração. A afirmação foi feita hoje pelo próprio diretor.


Segundo ele, após a criação da companhia, a área de Abastecimento vai manter a administração dos alcooldutos que serão construídos. Também será mantido sob o guarda-chuva do Abastecimento a comercialização do etanol. Mas a produção ficará a cargo da nova subsidiária. A estatal pretende exportar 4,7 bilhões de litros de álcool a partir de 2012. O mercado japonês é o principal alvo.

FONTE: o estadao

segunda-feira, 9 de junho de 2008

OCDE PEDE REDUÇÃO URGENTE DOS SUBSÍDIOS AOS BIOCOMBUSTÍVEIS


Objetivo é frear a disparada dos preços dos alimentos.Produção de etanol de milho nos EUA recebe fortes subsídios.

A medida mais urgente para conter a escalada espetacular dos preços das matérias-primas agrícolas é uma redução drástica dos subsídios aos biocombustíveis, disse nesta segunda-feira (9) Stefan Tangermann, diretor para a Agricultura da OCDE.


"Peço urgentemente a redução do apoio aos biocombustíveis", declarou o diretor da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) em uma conferência sobre a Agricultura em Berlim. "É o único aspecto no qual podemos atuar rapidamente", acrescentou.
Segundo a OCDE, os preços agrícolas, sobretudo os cereais, permanecerão elevados durante pelo menos dez anos, e o desenvolvimento dos biocombustíveis representa um terço da alta dos preços. O uso de terras aráveis para cultivos destinados à produção de biocombustíveis gerou uma forte polêmica.

LULA DIZ QUE BRASIL VAI GANHAR GUERRA QUE ENVOLVE BIOCOMBUSTÍVEIS

Presidente afirma que pode expandir a tecnologia com países africanos e sul-americanos.
Lula rebateu as críticas de que a cana seria responsável pelo desmatamento da Amazônia.



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta segunda-feira (9), em seu programa semanal “Café com o presidente”, acreditar que o Brasil vai ganhar a “guerra comercial” que envolve o uso dos biocombustíveis.

Para Lula, a defesa da tecnologia durante a cúpula da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) foi importante para mostrar que o Brasil não teme as críticas ao programa e pode expandi-lo por meio de parcerias com os países africanos, caribenhos e sul-americanos. “Era importante dizer isso porque há uma verdadeira guerra comercial”, enfatizou.

O presidente afirmou que os principais ataques aos biocombustíveis vêm das empresas petrolíferas. Ele disse conhecer também os “interesses” dos países que não produzem etanol ou produzem etanol a partir do milho. “Ele é mais caro, não é competitivo, ao contrário, da cana”, afirmou, destacando que o álcool produz menos gás carbônico do que os outros combustíveis. “Fui para defender a diminuição do uso de combustíveis fósseis. Até porque todos os países do mundo assinaram o Protocolo de Quioto e têm de diminuir a emissão de gases de efeito estufa, mas poucos estão cumprindo isso”, completou

Lula rebate críticas
Para Lula, as principais críticas à tecnologia são infundadas. O presidente classificou como absurda a afirmação de que a cana-de-açúcar aumentaria o desmatamento da Amazônia. “Apenas 21 mil hectares de cana estão plantados perto da Amazônia. Mostramos para eles que a distância do local que se planta cana no Brasil para a Amazônia é de milhares de quilômetros”.

Sobre a questão das condições de trabalho nas plantações de cana, Lula admitiu que trata-se de um serviço “pesado”. No entanto, voltou a dizer que trata-se de um trabalho tão duro quanto o desenvolvido nas minas de carvão européias.
Segundo Lula, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, está negociando com empresários um novo contrato de trabalho para os cortadores de cana.

O presidente explicou que a idéia é oferecer uma nova formação ao trabalhador que, gradualmente, está sendo substituído por máquinas. “Vamos tratar isso com muito carinho porque, em São Paulo, nós já temos 50% do corte de cana mecanizado”, ressaltou.

sábado, 7 de junho de 2008

INFRAERO VAI ADOTAR BIODIESEL NOS AEROPORTOS

Meta é acrescentar 20% de biodiesel ao óleo diesel convencional. Empresa diz ser a única no mundo no setor a usar o biodiesel.



Uma das principais iniciativas da Infraero na utilização de combustíveis alternativos e fontes de energia renováveis é o Projeto Biodiesel, que prevê a adição gradativa, até 2010, desse combustível em máquinas, equipamentos e frotas de veículos da Infraero. A empresa afirma ser a única no mundo no setor de administração aeroportuária a usar o biodiesel.

A meta da empresa é acrescentar 20% de biodiesel ao óleo diesel convencional já a partir deste ano, em três aeroportos: Cumbica, Viracopos e Congonhas. Em 2009, serão usados 50% de biodiesel e para 2010, a meta é 100%. O objetivo é reduzir as emissões de gases oriundos da queima de combustível fóssil.

O biodiesel é produzido a partir de óleos vegetais e gorduras. Sua utilização representa o equilíbrio entre a eficiência energética e o meio ambiente. Os estudos de viabilidade técnica e econômica para a implantação do projeto estão sendo desenvolvidos pela Gerência de Recursos Energéticos da Superintendência de Meio Ambiente e Energia da Infraero, em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq).

A Esalq está analisando o impacto do biodiesel em motores e o índice de redução de emissão de gases com o programa, além dos custos. A previsão da Infraero é de usar dois milhões de litros por ano de biodiesel em toda frota. Hoje, o litro do biodiesel custa em média 50% a mais que o diesel comum, embora haja a tendência de baixa dos custos no futuro.




Fonte:
G1 Economia e negócios


sexta-feira, 6 de junho de 2008

OS BIOCOMBUSTÍVEIS SAIU DA CONFERÊNCIA DA FAO SEM A IMAGEM DE VILÕES DA CRISE DOS ALIMENTOS

Resultados de vários estudos comprovaram que os biocombustíveis não são os vilões da crise dos alimentos, eles são um fator contribuinte mas não é o fator principal como foi dito nos últimos meses. Outros fatores vem sendo apontados como culpados pela crise dos alimentos, como aumento do preço do petróleo, mudança no tipo de consumo de países emergentes, a especulação nas bolsas mundiais, e também o fator climático.



A produção de biocombustíveis a partir de produtos agrícolas chegou a ser classificada pelo ex-relator especial da ONU para o Direito ao Alimento, Jean Zigler, de um crime contra humanidade. Na visão de Zigler, a produção de bioconbustíveis reduziria a produção de alimentos, provocando escassez e elevação de preços.

terça-feira, 3 de junho de 2008

LULA DEFENDE ETANOL E CULPA PETRÓLEO E SUBSÍDIOS POR CRISE DOS ALIMENTOS

Em discurso na Conferência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), nesta terça-feira (3) em Roma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a produção brasileira de etanol e criticou os países que atribuem ao Brasil e às plantações de cana-de-açúcar a responsabilidade pela crise nos alimentos no mundo.
"Esse comportamento não é neutro nem desinteressado. Os biocombustíveis não são os vilões. Vejo com indignação que muitos dos dedos que apontam contra a energia limpa dos biocombustíveis estão sujos de óleo e carvão. muitos dos que responsabilizam o etanol – inclusive o etanol da cana-de-açúcar – pelo alto preço dos alimentos são os mesmos que há décadas mantêm políticas protecionistas, em prejuízo dos agricultores dos países mais pobres e dos consumidores de todo o mundo", criticou o presidente. Diante de vários chefes de Estado e de Governo presentes ao evento, o presidente criticou o "intolerável protecionismo que atrofia e desorganiza" a produção agrícola dos países pobres. "Os subsídios criam dependência, desmantelam estruturas produtivas inteiras, geram fome e pobreza onde poderia haver prosperidade. Já passou da hora de eliminá-los", disse, segundo a Agência Brasil. "É indispensável afastar a cortina de fumaça lançada por lobbies poderosos que pretendem atribuir à produção do etanol a responsabilidade pela recente inflação do preço dos alimentos".



'Etanol é como colesterol'
Lula selecionou fatos brasileiros para responder às acusações de que o programa de etanol brasileiro diminuiu a produção de grãos e pode invadir as áreas de mata da Amazônia. Lembrou dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, para não usar dados brasileiros, mostrando que toda a cana-de-açúcar brasileira está concentrada em apenas 2% da sua área agrícola e apenas a metade é usado para etanol. O restante é usado em açúcar.

"Há críticos ainda que apelam para um argumento sem pé nem cabeça: os canaviais no Brasil estariam invadindo a Amazônia. Quem fala uma bobagem dessas não conhece o Brasil", criticou.

"A Região Norte, onde fica quase toda a Floresta Amazônica, tem apenas 21 mil hectares de cana, o equivalente a 0,3% da área total dos canaviais do Brasil. Ou seja, 99,7% da cana está a pelo menos 2 mil quilômetros da Floresta Amazônica. Isso é, a distância entre nossos canaviais e a Amazônia é a mesma que existe entre o Vaticano e o Kremlin. Em suma, o etanol de cana no Brasil não agride a Amazônia, não tira terra da produção de alimentos, nem diminui a oferta de comida na mesa dos brasileiros e dos povos do mundo".

Lula, no entanto, se uniu às críticas ao etanol americano, feito de milho, e que tem sido apontado como o possível maior vilão da alta de preços, já que tem sido desviado da produção alimentar para os combustíveis. "É evidente que o etanol do milho só consegue competir com o etanol de cana quando é anabolizado por subsídios e protegido por barreiras tarifárias".

"O etanol da cana gera 8,3 vezes mais energia renovável do que a energia fóssil empregada na sua produção. Já o etanol do milho gera apenas uma vez e meia a energia que consome. É por isso que há quem diga que o etanol é como o colesterol. Há o bom etanol e o mau etanol. O bom etanol ajuda a despoluir o planeta e é competitivo. O mau etanol depende das gorduras dos subsídios".

Petróleo
Lula também disse que considera que entre os fatores que influenciam a alta espetacular dos preços dos alimentos está o elevado preço do petróleo, que passou de US$ 30 a US$ 130 em pouco tempo. O presidente reclamou daqueles que falam da alta dos alimentos, mas não discutem o preço do petróleo, que seria responsável por 30% do custo final da produção de alimentos no Brasil. "O petróleo pesa muito no custo das lavouras brasileiras. Aí, eu me pergunto: e quanto não pesa o petróleo no custo de produção de alimentos de outros países que dele dependem muito mais do que nós?". O presidente referiu-se aos países que criticam a produção de biocombustíveis brasileira, mas se recusam a admitir que o preço do petróleo tem influência direta na alta dos alimentos. "É curioso: são poucos os que mencionam o impacto negativo do aumento dos preços do petróleo sobre os custos de produção e transporte dos alimentos". Lula voltou a pedir a revisão da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) que "permita aos países mais pobres gerar renda com sua produção e exportação".


fonte:
G1. economia e negócios

segunda-feira, 2 de junho de 2008

BRASIL E EUA DEFENDERÃO OS BIOCOMBUSTÍVEIS NA REUNIÃO DO FAO

O governo brasileiro tenta impedir que os biocombustíveis - dos quais o Brasil é um dos principais produtores mundiais - sejam considerados os grandes culpados da crise dos alimentos.

Os Estados Unidos também defenderão os biocombustíveis na reunião da FAO. O secretário americano da Agricultura, Ed Schafer, disse nesta segunda-feira em Roma que o custo da energia e o aumento do consumo mundial de alimentos seriam os principais fatores da crise.

Segundo Schafer, o governo americano acredita que os biocombustíveis correspondam a "menos de 3%" da alta do preço dos alimentos.



FONTE:
G1. Economia e Negócios

domingo, 1 de junho de 2008

LULA VAI A ROMA DEFENDER BIOCOMBUSTÍVEIS

Presidente participará de conferência sobre segurança alimentar convocada pela FAO.Ele deve aproveitar aportunidade para reforçar "ofensiva diplomática" a favor do etanol.



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou nesta sexta-feira (30/05/08) para Roma, onde assistirá à conferência sobre segurança alimentar convocada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), na qual voltará a defender o etanol.

Lula, que passará o fim de semana em Roma sem atividades oficiais, vai se reunir com autoridades convidadas para o encontro na segunda-feira e, no dia seguinte, fará um discurso na mesma conferência, que se estenderá até o dia 5.
O presidente brasileiro aproveitará a aportunidade para reforçar a "ofensiva diplomática" a favor dos combustíveis de origem vegetal e, especialmente, do etanol que o Brasil produz a partir da cana-de-açúcar.
Os biocombustíveis têm sido apontados como responsáveis pela disparada dos preços dos alimentos no mundo, o que levou a FAO a convocar a conferência extraordinária da próxima semana.
A crítica mais dura a esses combustíveis foi feita pelo relator das Nações Unidas, Jean Ziegler, que, em abril, pediu a paralisação imediata da produção deles.
A "ofensiva diplomática" de Lula a favor do etanol inclui uma Cúpula Mundial de Biocombustíveis, que acontecerá de 17 a 21 de novembro em São Paulo e para a qual já foram convidados representantes de centenas de países.



FONTE:


G1. O portal de notícias da globo





DISCUSSÃO SOBRE BIOCOMBUSTÍVEIS NÃO PODE TER ' MEIAS VERDADES', DIZ LULA



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (14/ 05/08) que a discussão em torno da produção de biocombustíveis e a elevação do preço dos alimentos no mundo não pode ser “truncada” ou “com meias verdades” por causa de interesses “eminentemente” comerciais.
"Não é justo, não é politicamente correto e não é socialmente correto. O mundo precisa desse debate", disse Lula, após encontro com a chanceler alemã, Angela Merkel, no Palácio do Planalto.
"Acho que precisamos, brasileiros e alemães, e todos os seres humanos que estão preocupados com o debate sobre bioenergia, ter um cuidado. Isso envolve interesses econômicos muito fortes", complementou.

Lula avaliou que o debate tem sido tratado como “tabu” porque as pessoas “têm medo do novo”. "Parece que é um tabu. Todo mundo assina Kyoto, redução de CO2, todo mundo sabe que advém do petróleo a maior quantidade de CO2 e todo mundo faz 'ouvido de mercador'. Se você tem alguns países que são responsáveis por 70% da emissão, no mínimo deveriam ser responsáveis por 70% de redução", cobrou.

Para ele, é preciso ter responsabilidade ao falar sobre uma suposta relação entre o aumento dos preços e a produção de biocombustíveis".

Todos nós temos uma responsabilidade. [A produção de biocombustível] vai ser o debate dos próximos, 10, 20 anos. Vai ter gente contra, gente a favor, fundamentalista contra, fundamentalista a favor. Vai prevalecer o bom senso, e o bom senso é que a humanidade não pode ficar dependendo do petróleo", afirmou.


Sheik
Bem-humorado, o presidente brincou com os jornalistas da Alemanha que cobriam o evento dizendo que, quando eles voltassem ao Brasil, em dez anos, ele seria um “sheik”, em função das descobertas de petróleo.

Mesmo assim, Lula ressaltou que vai levar adiante a “mesma política de biocombustíveis” por se preocupar com a questão ambiental.

FONTE:
G1. o portal de notícias da globo