O mesmo caldo de cana que serve como matéria-prima para a produção de açúcar e álcool servirá em breve, também, para a produção de diesel. A nova tecnologia, desenvolvida pela empresa Amyris, da Califórnia, vai ser colocada em prática no interior paulista em 2010, em sociedade com a Votorantim Novos Negócios e a Usina Santa Elisa, de Sertãozinho. A meta é produzir 400 milhões de litros no primeiro ano e 1 bilhão de litros, em 2012.
O processo é muito parecido com o da produção de álcool combustível, que utiliza leveduras - um tipo de fungo microscópico - para fermentar os açúcares presentes na cana e secretar etanol. A diferença está no DNA da levedura, que foi geneticamente modificada para secretar diesel no lugar de álcool.
"Não é biodiesel. É diesel mesmo?, diz o biólogo Fernando Reinach, diretor-executivo da Votorantim Novos Negócios (VNN).
O diesel de cana-de-açúcar - além de ser livre de enxofre, o que reduz o impacto sobre a poluição urbana - é renovável em relação ao carbono que emite para a atmosfera, o que reduz o impacto sobre o aquecimento global. A exemplo do que já ocorre com o etanol, o gás carbônico que sai do escapamento é reabsorvido, via fotossíntese, pela nova cana que está brotando no campo. Quando a cana é colhida, o carbono é convertido novamente em combustível, reemitido, reabsorvido e assim por diante. ( As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
domingo, 19 de outubro de 2008
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
ESPECIALISTAS BRASILEIROS NO SETOR DOS BIOCOMBUSTÍVEIS AFIRMARAM QUE A CRISE FINANCEIRA GLOBAL NÃO AFETARÁ A PRODUÇÃO DOS BIOCOMBUSTÍVEIS
Para os especialistas no setor dos biocombustíveis, os efeitos da crise financeira serão mínimos no setor, não haverá nenhuma crise especifíca dos biocombustíveis, o máximo que pode acontecer é a falta de crédito e de financiamento.
Segundo Manoel Vicente Fernandes Bertone, secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a crise ajuda o setor a se renovar. "De certa forma, estamos tendo que pensar em novas posturas e alternativas, mas não há nenhum impacto imediato. Para Bertone, o etanol brasileiro continua apresentando competividade no mercado interno. "O preço está bom, comparado com a gasolina.
Segundo Manoel Vicente Fernandes Bertone, secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a crise ajuda o setor a se renovar. "De certa forma, estamos tendo que pensar em novas posturas e alternativas, mas não há nenhum impacto imediato. Para Bertone, o etanol brasileiro continua apresentando competividade no mercado interno. "O preço está bom, comparado com a gasolina.
domingo, 12 de outubro de 2008
PETROBRAS E EMPRESA PORTUGUESA SE UNEM PARA PRODUZIR BIOCOMBUSTÍVEIS
A Petrobras e a portuquesa Galp Energia SGPS assinaram no dia (10/10), em Lisboa, um acordo de investimento para a formação de uma (empresa) a fim de desenvolver projetos conjuntos destinados à produção e comercialização de biocombustíveis.
Segundo nota divulgada pela estatal brasileira o acordo é resultado do desdobramento do Memorando de Entendimentos, assinado em 18 de maio do ano passado entre as duas empresas, para estudar a viabilidade de implementação conjunta de projetos para a produção, comercialização e distribuição de biodiesel nos mercados brasileiro, português e internacional.
Denominado simbolicamente como Projeto Belém, o convênio prevê a produção de 600 mil toneladas por ano de óleo vegetal no Brasil, destinado à produção de 500 mil toneladas por ano de biodiesel de 2ª Geração (Biodiesel 2G).
FONTE: Agência Brasil
Segundo nota divulgada pela estatal brasileira o acordo é resultado do desdobramento do Memorando de Entendimentos, assinado em 18 de maio do ano passado entre as duas empresas, para estudar a viabilidade de implementação conjunta de projetos para a produção, comercialização e distribuição de biodiesel nos mercados brasileiro, português e internacional.
Denominado simbolicamente como Projeto Belém, o convênio prevê a produção de 600 mil toneladas por ano de óleo vegetal no Brasil, destinado à produção de 500 mil toneladas por ano de biodiesel de 2ª Geração (Biodiesel 2G).
FONTE: Agência Brasil
terça-feira, 7 de outubro de 2008
FAO DEFENDE REVISÃO DOS SUBSÍDIOS AOS BIOCOMBUSTÍVEIS
A produção de biocombustíveis de produtos agrícolas, entre eles a cana-de-açúcar e o milho, mais que triplicou entre 2000 e 2007 e já responde por quase 2% do consumo mundial de combustíveis para o transporte.
“A demanda por suprimentos agrícolas para biocombustíveis líquidos [principalmente etanol e biodiesel] vai continuar crescendo na próxima década, aumentando a pressão sobre os preços dos alimentos. Os altos preços das commodities já tiveram impacto negativo nos países em desenvolvimento, que são muito dependentes das importações para suprir suas necessidades alimentares”.
Diante dos riscos da competição as políticas de estímulo e os subsídios aos biocombustíveis devem ser revistos urgentemente pelos países para preservar a segurança alimentar, proteger os pequenos agricultores da especulação dos mercado mundial de commodities e garantir sustentabilidade ambiental.
Só etanol brasileiro é citado pela FAO como uma exceção, em contraponto direto ao etanol norte-americano, à base de milho. “O etanol de cana brasileiro surge como um correspondente competitivo aos combustíveis fósseis, sem necessidade de subsídios.”
“A demanda por suprimentos agrícolas para biocombustíveis líquidos [principalmente etanol e biodiesel] vai continuar crescendo na próxima década, aumentando a pressão sobre os preços dos alimentos. Os altos preços das commodities já tiveram impacto negativo nos países em desenvolvimento, que são muito dependentes das importações para suprir suas necessidades alimentares”.
Diante dos riscos da competição as políticas de estímulo e os subsídios aos biocombustíveis devem ser revistos urgentemente pelos países para preservar a segurança alimentar, proteger os pequenos agricultores da especulação dos mercado mundial de commodities e garantir sustentabilidade ambiental.
Só etanol brasileiro é citado pela FAO como uma exceção, em contraponto direto ao etanol norte-americano, à base de milho. “O etanol de cana brasileiro surge como um correspondente competitivo aos combustíveis fósseis, sem necessidade de subsídios.”
Assinar:
Postagens (Atom)